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trabalho


09:22 am, iulo
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atendimento iso 9000 murros na sua cara

O que eu mais queria na vida inteira (além de ser rico e conhecer a galáxia) era poder ser super-sincero com clientes. Dar respostas magníficas para as perguntas idiotas que eles fazem lavaria a minha alma numa mistura de água, sabonete líquido, perfume, hidratante Monange e duas gotas de vinagre. Exemplo (totalmente talvez um pouco suficientemente hipotético, claro):

PERGUNTA DO CLIENTE

Mas não existe uma outra maneira de eliminar este problema???!!!?!?!?11 

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09:15 am, iulo
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12:17 pm, iulo
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tem meia entrada?

Eu desenvolvo sistemas. Às vezes as pessoas querem usar nossos programas e importar os dados de outro sistema que elas já usam.

Uma potencial cliente entrou em contato querendo ‘obter a transferência do banco de dados, da maneira mais gratuita possível.

Não sei se reflito sobre os muitos níveis de gratuidade que existem no universo ou sobre os muitos níveis de cara-de-pau. O dela é nível Jedi.


10:00 am, iulo
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a gordinha antipática é que me faz feliz

A primeira mulher que atendia na lanchonete do prédio onde eu trabalho, era carinhosamente chamada por nós de Whoopi. Isso porque ela lembrava remotamente a atriz Whoopi Goldberg. Eu não gostava dela. Na época que ela estava lá só saía gororoba e ela usava umas roupas transparentes. Imagine o que é, mesmo sem querer, ver a calcinha de Whoopi Goldberg enquanto espera seu hamburguer? Sem falar que ela não sabia calcular o troco.

Depois disso, veio a magrela. Eu gostava muito dela. A magrela era engraçada e gentil. O problema é que ela tinha que confirmar tudo que a gente pedia. Sempre. Magrela, me dá um suco grande de laranja? Aí ela ia, abria o congelador, colocava a jarra na mesa e perguntava: é do grande, iulo? É, magrela. Do grande. Sempre do grande. Eu podia ir lá 8 vezes por dia tomar um suco, nunca pedia do pequeno, e ela sempre confirmava antes de encher o copo.

Ela foi embora. Em substituição, entrou a educada assustada. Ela se chamava assim porque tinha uma cara de susto. E era o cúmulo da educação. Eu não gostava dela. Chamava todo mundo carinhosamente de nêgo:

- Ô, nêgo, tudo bom? Ô, nêgo, quer suco, nêgo?

Se você ia lá numa segunda-feira, ela perguntava como foi o fim de semana. Se você ia na sexta, perguntava como seria o fim de semana. Se ia de tarde, perguntava como foi a manhã. E se você ficasse um dia sem ir, ela dizia que você tinha sumido. E todas as frases eram pontuadas por nêgo. Conseguia, em uma única fala, dizer 4 nêgos. Ela era uma metralhadora de educação malemolente: ô, nêgo, tudo bom nêgo?, vai querer o quê, nêgo, hein, nêgo?

Por fim, veio a gordinha antipática. Eu amo a gordinha antipática. Ela é gordinha. E trata a gente mal. Ela não te cumprimenta, ela não gasta seu tempo com perguntas idiotas. Você chega no balcão e ela nem pergunta o que você quer. Ela mal olha pra você. Ela não confirma seu pedido e sempre acerta o troco. Você precisa se fazer ser visto, e se não fizer, pra ela tanto faz. Você e um saco de adubo pra ela são a mesma coisa. Quando te entrega o dinheiro, ela não agradece. Se você quiser, pode chegar lá, falar duas palavras e ser perfeitamente atendido: Suco! Coxinha! E cair fora, sem agradecer, nem nada. E ela nem se ofende. A gordinha antipática é que me faz feliz.


12:00 am, iulo
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catch up with you later

Não gosto de retribuir todos os bom dias que recebo. Não por mau-humor ou por achar que o dia não está bom. É que essas coisas chatas feitas de maneira automática e repetitiva e que não têm uma utilidade prática irritam. E azeitar os relacionamentos com pessoas das quais você nunca será mais que colega não é nenhuma utilidade prática. E pessoas das quais você já é amigo não se importam com um bom dia a mais ou a menos (e com os amigos um bom dia pode ser facilmente substituído sem ônus por um grunhido qualquer). 

Multiplique a palavra bom dia pelo número de seres que você encontra pela manhã e… Em dias de impaciência mortal respondo aos bom dias sem sorriso algum, mas a resposta que gostaria mesmo de dar é ah, vaiseferrar - falado, assim, de cabeça baixa, sem elevar os olhos ao alvo em questão, completamente metido no meu trabalho e ignorando todo o mundo. 

Há dias em que acordo ainda mais desconectado do mundo, quero ficar totalmente alheio às pequenezas dos outros. Se possível, gostaria de ficar em casa o dia inteiro assistindo seriados e lendo livros entre-cochilos, mas se é dia de semana, o que fazer? Trabalhar. E receber bom dias

Eu acho, amiguinhos - vai lá – que é normal receber bom dia de alguém que trabalha na mesma sala que você, mas ter que responder um bom dia de pessoas que vão entrando emtodas as salas e cumprimentando todos os colegas? Bicho, vai pra tua sala e fica sentado naquela porra lá e não incomoda ninguém não, rei. Curte a tua vibe de ecstasy sozinho. Fica lá contando aquelas merdas daqueles coelhinhos multi-coloridos que só você vê. Vai dar bom dia pra eles ou pra qualquer outra alucinação da sua cabeça, vai. Liga prum amigo em outro fuso, fica atrás da porta esperando o chefe chegar e dá um gritão para assustá-lo, fica lá na copa tomando café e conversando com um rodo. Sei lá, me larga?


12:00 am, iulo
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tecnologia da ira

TI é a área mais estressante do mundohttp://idgnow.uol.com.br/carreira

o o o

Nervoso? Eu?


12:00 am, iulo
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sobre a volta

As pessoas daquela cidade são educadas e formais de maneira excessiva. Sério, vão injetar um pouco de dendê no sangue, minha gente. Em menos de dois dias eu já estava louco pra voltar para a minha terra e ouvir um coléeeeeee, negão? Foi então que me dei conta de que eu nunca fiz o número 2 dentro de um avião. Esta é uma experiência a ser cumprida na próxima viagem. Assim, é básico pô. Todo mundo tem que fazer. Agora, nunca invente de comprar um milkshake minutos antes de embarcar, porque os caras SIMPLESMENTE passam seu copo de Ovomaltine na MÁQUINA DE RAIO X. Isso é uma blasfêmia. Tomara que tenham alterado a composição molecular daquele treco e nasça, sei lá, uma barbatana no meu umbigo. Vou processar o aeroporto e ganhar viagens gratuitas por toda a minha extensa vida. Inclusive, eu preciso parar de assistir Lost. Mas o que eu ia esconder dentro do milkshake, ahn? Só por causa disso vou virar traficante de órgãos. Afinal, quem precisa de shampoo quando se é um rastafari?


12:00 am, iulo
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praias são todas iguais

Eu acho assim, que ser chique custa muito caro. Porque tomar café da manhã no aeroporto (de Salvador, ainda por cima), e pagar DEZ REAIS por um pãozinho delícia, um pão de queijo e um suco de laranja é pedir pra ser violentado. Tudo porque eu não estava afim de tomar café em casa. Eu acho que, assim como o meu bairro tem um fuso horário próprio (o relógio/mostrador de temperatura da bolandeira é o único que está 10 minutos atrasado na cidade toda - legítimo baiano), os aeroportos têm uma inflação toda particular. Legal mesmo é quando ninguém te fala que nem todo hotel tem aquele vidrinho de shampoo e você, já de saco cheio de arrumar mala, não leva o seu. O rapaz da recepção me disse ao telefone que tem no posto de conveniência, ali perto do hotel. Automaticamente me tornei um rastafari. Cabelos lavados só quando retornar à Salvador (mentira, amanhã depois do café eu compro). O melhor de tudo é que na empresa onde estou dando o treinamento tem um monte de meninas bonitas, e quem liga? Eu não ligo. E se essa merda desse ar-condicionado me der outro susto desses, eu nunca mais serei capaz de ter filhos. 

o o o

Olha que ainda tem a volta.


12:00 am, iulo
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oxente

Segunda e terça-feira (21 e 22 de janeiro) estarei em Maceió (AL), trabalhando. O legal é que eu tenho amigos em trocentos cantos do país, e nenhum em Maceió. Uma beleza. Mas se você, ilustre desconhecido, for um leitor de lá e quiser bater um papo comigo, manda um e-mail e marca o local. Porque eu sou um cara muito sociável, saca? ;D 

o o o

Beijo do gordo.