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solidão


06:15 pm, iulo
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stop this train



http://www.youtube.com/watch?v=-e1FHJkVoFE

ooo

I know I can’t, but honestly
Won’t someone stop this train?

Stop this train
I want to get off
And go back home again
I can’t take the speed this thing is moving in
I know I can’t
Cause now I see I will never gonna stop this train


12:00 am, iulo
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all sad

Ai, alguém faz o mundo parar. Me traz de volta as cores e qualquer cheiro. Ai, Deus, faz alguém me ouvir. Faz alguém falar comigo sobre coisas que valham à pena. Tira do peito essa melancolia que me engole por dentro. Alguém me ouve, alguém entende. Faz. Ninguém me juga. Que roubaram minhas gotas de luar e transformaram em samba qualquer. Me deixa só, e vai embora. Ai, Deus, não me deixa e me manda um consolo terreno, um abraço pequeno. Melhor, me tira a vontade de qualquer abraço. Isso, me deixa sem braços. Nem vontades de amores. Me tira toda essa carga e me dá sorrisos bobos, de canções pequenas, pequenas conversas. Mentes pequenas. Me espera, Deus. Por favor, me espera.


12:00 am, iulo
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quando é que tudo foi desabar?

Acordou zonzo, sentindo aquela dor lacinante no peito. Quis evitar, fechar os olhos novamente e esquecer que tinha de viver um novo dia. Mas era impossível. A luz já atravessara a janela do seu quarto como uma visita inesperada que aparece sem ligar, lembrando que a hora certa já há muito havia se passado. De qualquer forma, o mundo não parava para escutá-lo ou acudí-lo. Levantou calado, como se tivesse sido esquecido em uma viagem feita por todos. 

Eram as noites tristes de sabádo que exalavam romance e amor por todos os cantos. Eram as luzes fracas das estrelas no céu urbano e uma lua linda que insistia em causar inveja. Era um futuro embaçado e insosso, cheio de suspiros. Era o vento frio que trazia um consolo solitário ao soprar de longe. As colchas de solteiro que pareciam grandes demais pra uma pessoa só. O chão que se tornou duro, mas sempre fora tão confortável para qualquer coisa. Eram fotos em preto e branco, era o receio do passado e o soluço do presente. O presente que parou enquanto as coisas não se colocavam no lugar - a falta de palavras nunca se fez tão presente. 

Era sempre assim. Ao levantar, ao acordar, no decorrer do dia. Como se, quando menos esperasse, levasse um soco no lado esquerdo do peito e o coração parasse de bater. E quando batia novamente, como se o mundo todo entrasse em seus pulmões de uma só vez. A dor maior era recuperar o fôlego, que nunca quis voltar. 

Não aguentava mais.


12:00 am, iulo
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white shadows

Enfrentou dragões armado com gravetos em mãos. Lutou lutas vãs e sem porquês. Prendeu camisas com botões de flor. Soprou beijos em silêncio cortês. Deitou-se em gramas azulejadas sem cheiro. Correu por sobre ondas rosas de sonhos eternos. Chorou feridas feito criança. Viu um monstro crescer dentro da sua barriga. Ou seria no coração? Entregou-se inteiramente, e sem soltar as mãos, a emoções sem cabimento. Golpeou a muitos na caminhada. Arrependeu-se e sorriu sem jeito. Abriu os braços por abraços vãos. Deu abraços sem graça, assim de lado. Deu abraços de verdade, apertados e com carinho. Amou mulheres inexistentes e talvez tenha sido amado por elas também. Viu cada uma delas sumirem entre seus dedos da mesma forma que apareceram, como neblina se desfazendo com o calor da praia pela manhã. Amou as mulheres de verdade e viu que não era tão fácil assim. Continuou caminhando. Escreveu canções, permitiu-se desafinar. Rasgou papéis. Jogou fora lembranças. Engoliu ciúmes e passou mal. Chorou quando devia. E quando não devia ainda mais. Tomou a iniciativa de contar seus segredos banais. E ouviu trivialidades sem fim. Abriu os olhos procurando por um novo dia. Fechou os olhos ao percorrer palavras pelas letras do teclado. Sentou-se no chão, olhou para os lados, não encontrou ninguém. E só pôde dizer: Deus.


12:00 am, iulo
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floating in the air

Amor, não me deixe assim tão só, tão perdido. Não deixe de me fitar com um último olhar antes da porta se fechar. Lembre-se daquele sorriso tão perfeito, do jeito mais simples de me convencer que é mesmo sobre amor que estamos falando. Antes de esquecer de mim e fixar-se no mundo, esquece do mundo e lembra do quão perdido eu posso ficar. Não me deixe assim tão solto, tão bobo, insosso nessa correria do dia-a-dia. Por que deixar sobre os meus ombros a obrigação de fazer os nossos dias especiais? Quais mundos se escondem dentro desse teu peito, do seu olhar distante, da sua mão fria, desse beijo hesitante? 

Eu não sei.


12:00 am, iulo
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kill

O que me mata, é a inevitabilidade da falta.


12:00 am, iulo
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em dois atos

Toda vez que me apaixono por ti é como um dia frio em que me esquento debaixo das cobertas; como um sonho adolescente que surge após o almoço e alimenta os pensamentos antes do cochilo sagrado. É como a preguiça permitida em manhãs de domingo, como perceber que não é preciso trabalhar em um dia de feriado, após ser acordado em sobressalto pelo fiel alarme do relógio. Toda vez que me apaixono por ti é como a primeira ida até a praia, onde cada gota, cada grão e cada som tem um gosto diferente. É como um flash que ilumina na memória tempos esquecidos que brotam ao mexer numa caixa repleta de cartas antigas; é doce como a nostalgia de uma época feliz e sem preocupações. É como se todo filme romântico fosse ainda o primeiro, sem clichês, pleno, maravilhosamente original. Me sentir apaixonado por ti é como ser tentado todos os segundos pelo desejo mais puro da tua boca. É como pedir a Deus que o tempo pare - é não precisar de mais nada, é como ter atingido o objetivo desconhecido por trás disso que chamamos de viver. 

E cada vez que me apaixono por ti, é também como um sonho despedeçado, que dói em pequenas pausas, bem fundo. É como estar preso eternamente por macias correntes de veludo, é estar tonto; é estar sóbrio depois de muitas taças de vinho; é absurdo. Toda vez que me apaixono por ti é como resistir ao prurido quando picado por um inseto, é ser ferroado por mil abelhas e não ter mãos para levar ao rosto ou pés para fugir. É ser corrompido pelos piores pecados; é vil, execrado. Porque toda vez que me apaixono por ti é como se o tempo houvesse parado - no angustiante exato segundo que precede o susto em um filme de terror. Estar apaixonado por ti é dois, é segredo, é o mais certo; é quase belo, completamente errado. 

Toda vez que me apaixono por ti, esqueço.


12:00 am, iulo
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vitamina C

Um dos maiores benefícios causados à sociedade (pausa para reflexão) pelo fato de eu estar descompromissado é que me torno instantaneamente simpático. Ou perto disso. Eu trato todo mundo bem, eu converso sobre coisas superficiais, eu rio discretamente para piadistas sem graça. 

É verdade que eu tenho preguiça de ir em encontro aos seres humanos, mas quando eles vêm até mim, costumo ser bem receptivo. Essa semana eu até escutei, com um sorriso no canto da boca e por cerca de 30 segundos, alguma besteira que esse torcedores fanáticos (pra quem é daqui se traduz em: bora BAAÊEAA, poooorra!) costumam falar sobre seus times. 

Eu cumprimento as pessoas chatas no elevador, meu Deus. Eu crio orkut, eu digo oi. Eu chamo as pessoas pra saírem. Eu fico mais tolerante à imbecilidades; conviver é preciso. Eu tenho vergonha de mim mesmo. Não falem comigo, eu não mereço. Eu sou uma vadia. 

o o o

Mas vamos pra onde mesmo no sabádo?


12:00 am, iulo
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blasé?

Eu ando me sentindo tão vil, tão sozinho; tudo tão ruim. Eu que costumava ser tão correto, quase nobre. Me sinto meramente humano e corrupto. Mesmo sem ter corrompido ninguém, nem a mim, vai saber. Só sei que quero dormir por 16 horas seguidas. Quero voltar, ao menos por um tempo, a ser o bom e velho misantropo que eu costumava ser. Era solitário e triste. Mas agora é triste e parcamente acompanhado e apertado por todos os lados. Há horas em que não adianta falar, falar, escrever, escrever, desabafar, desabafar, chorar, gritar, espernear. E aí a gente vai e ouve música até não poder mais, na tentativa vã de preencher com acordes esses milhares de vazios por todos os cantos. Eu preciso de um dia com 37 horas. Até porque tem horas que viver é uma bosta, e não há outra palavra pra expressar isso que a vida é; e ponto final. Nessas horas eu quero dormir - e ainda assim ter tempo pra fazer as poucas boas coisas que restam nas outras horas. Isso quando elas, as boas coisas, resolvem fazer algum sentido. Se alguém me entende, levanta a mão. E não faz barulho. Boa noite.


12:00 am, iulo
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O mal de ficar sozinho é que eu começo a pensar e ficar rabugento. Veja só, meu MSN tem umas 70 pessoas, sem contar as 49 que estão bloqueadas. Deixa eu contar… falo com umas 3 ou 4. Teria umas 5 ou 6 se as pessoas com quem eu tenho amizade entrassem sempre. Mas são 4 no máximo. Agora, pra quê tudo isso? Eu fico pensando, que legal seria entrar uma festa com 70 pessoas que você conhece, ou viu alguma vez na vida, mas não falar com elas (!). Ia ser lindo. Você chega, vai pro seu canto com seus 4 amiguinhos e as outras zilhares de pessoas (por que quando se fala de gente, 10 pessoas juntas já é uma multidão sem fim) ficam lá te olhando.Não-sei-quem entrouNão-sei-quem saiu. E a vida segue. Bah. Superficialidade? Meu pinto.


12:00 am, iulo
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Nada como um sentimento de blergh numa sexta-feira.


12:00 am, iulo
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Assim. Não gosto dessas horas. Quando bate esse sentimento de desperdício. Eu fico aqui escrevendo posts em sequências, esvaziando parte das minhas bobagens e no entanto eu sei que poderia estar com gente, gente de verdade. Gente que tem dente. Tem gente boba que nem eu. Tem mongol, tem chato, tem mal-humorado, tem até pop (pop é a mãe). Só que são 23h34. Meio tarde e tantas vezes tão longe. Daí eu não durmo, não converso, o cachorro baba aqui do lado, o abajur meio torto e todo um mundo dentro da cabeça. Depois chega a semana, falta de tempo. Passa, passa. Logo passa.


12:00 am, iulo
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Minha menina, quem dera te ver logo nesse mundo. Quem dera te ter no meu peito e de vez em quando esquecer esses dias, de rimas chatas, de solidão. Menina que espera, se esconde, se perfuma. Menina que anda por entre flores. Que tristeza seria uma vida sem minha menina. Menina que ganha o mundo com simplicidade. Que desafia o amor. Que só quer ser menina. Que só quer ser minha. Que se minha não for, não é mais menina… 

-Tô pegando a peruca, peraê.
-Sai, Aris.


12:00 am, iulo
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Bebi água na garrafa. 
Fiz teste pra ver qual tipo de música eu sou. 
Descobri um novo tipo de fungo na panela de arroz que ficou em cima do fogão por dois dias. 
E congelei no freezer pra guardar de recordação. 
Tentei aprender a tocar Flake
Conversei com o cachorro. 
Com as formigas e as borboletas também. 
Deixei as formigas criarem uma nova colônia dentro da pia. 
E as borboletas são homossexuais. 
E o resto eu já não sei mais. 
Mas ninguém chegou ainda. 
Sinto muito mas hoje é o pior dia. 

E quando vocês todos voltarem estarei de mau-humor
Não me contem seu problemas. 
Se tiver um ombro sobrando por aí eu agradeço.


12:00 am, iulo
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Não. Eu não tô normal. Ultimamamente eu tenho me sentido só. Mais ainda. Lembro de pouco tempo atrás, onde as pessoas brigavam por mim. Por um pouco do meu tempo. E eu podia também reclamar de que não tinha nada pra fazer, mesmo estando com pessoas que gostasse. Hoje eu passo os dias só básicamente. 

Não só, só, claro. Pq eu tenho minha família. E minhas irmãs, que passam um bom tempo comigo. E cada dia mais eu percebo o quanto não posso viver sem elas. Sem ter quem ouça minhas bobagens, pirraças e reclamações. Sem ter por quem ser pirraçado. Sem inventar apelidos absurdos, fruto de uma imaginação borbulhando por algo, mas cruelmente ociosa. Nem que seja pra ver o mesmo filme rídiculo novamente com elas, e tendo, claro, o dom mágico de tornar-me o diretor reclamante de cada impertinência que pouco mais de 90min mal elaborados podem gerar. 

Mas elas são crianças. Não comento meus velhos pais pq tento falar de uma amizade mais nua e crua. Sem escalas de poder e autoridade. E eu queria uma convivência diária com pessoas maravilhosas, chatas, extraordinárias, azuis e ironicamente bem-humoradas e distantes da passagem do tempo. Gente jovem, da minha idade, com interesses em comum. Sei lá. 

Eu acordo feliz. Sim, acordo. De verdade. Pq minha felicidade é feita de coisas intimamente pessoais. Assim redundante mesmo. Deus sabe. Eu disse só, não triste. E no meio de um minuto solto e perdido eu penso em gente que está longe e que eu realmente queria que estivesse aqui comigo. Penso nelas* que moram praticamente em Mordor, enquanto eu fumo meu cachimbo aqui no Condado. E o único amigo diário sumiu. Simplesmente sumiu. 

E os dias vão seguindo. Fora o cinema garantido das quarta-feiras, para manter minha sociabilidade no nível mínimo, minhas atividades são solitárias e unicamente acompanhadas das mais diversas loucuras que a minha pequena cabeça pode criar. 

E vez ou outra eu perco a paciência com determinadas pessoas, que teimam em serem as mesmas. Ou que mudaram e acham que foi pra melhor. Eu enjôo das pessoas que se mantêm assim. Parte das vezes eu tento ser amigo, ouvinte, companheiro, mas tem horas que não dá. Não dá mesmo. O gosto do açucar enjoa e eu preciso de um bom tempo pra sentir vontade de provar de novo. 

E mais. Nessas horas minha consciência e meu desejo travam uma batalha Jedica. Pq a vontade e inclinação natural é de dizer a verdade. Nua e crua. Aproveitando toda a sinceridade que a mim foi concedida nesses anos de vida. Mas as pessoas são inseguras e necessitadas de boas afirmações. E a consciência pesa, me faz refrear as palavras e o meu jeito. Tá bom, tá bom. Pouca parte das vezes eu me contenho. Mas se a consciência não pesasse… pessoa mais amável ainda eu seria. 

E o que isso faz? Faz com que eu deseje pessoas que eu não enjoe, pra fazer nada. Esperando outro punhado de estrelas cair do céu. E que sem esforço, entendam ao menos parte das coisas que eu tento dizer. 

Alguém quer gastar o tempo fazendo um pouco de nada comigo? 

E insisto em dizer que eu não sei o que é xaudadi. E não tente me explicar.