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salvador


12:50 pm, iulo
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Cumpadi, via @segureotchan.

Cumpadi, via @segureotchan.


12:20 pm, iulo
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parada disney

A parada Disney segue espalhando o terror pelas capitais brasileiras; e engarrafa as principais vias de Salvador por 5 horas (clique aqui e veja a notícia):

Av. Paralela no dia 02 de maio

Mas eu queria mesmo é fazer uma pausa para refletir sobre o comentário do nosso prefeito:

O prefeito João Henrique afirmou que, apesar das “vozes dissidentes”, o evento é uma oportunidade para as famílias que não podem viajar para a Flórida, nos Estados Unidos, assistirem gratuitamente ao desfile.

Aham, Cláudia, senta lá, vai.

Demagogia no toba dos outros todo mundo quer.


09:15 am, iulo
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sanduíche de kani X galvão bueno

Ninguém deu muita atenção à notícia - até mesmo pela (pouca) relevância do fato em si - inclusive eu mesmo, que só tinha feito um comentário rápido no Twitter:

- Salvador me envergonha por causa do Rebolation? Carla Perez? NÃO! Vergonha mesmo é dar título de ‘Cidadão Soteropolitano’ para Galvão Bueno.

O ‘acontecimento’ se deu na noite da quinta-feira passada, dia 22 de abril. Mas até agora eu estou entalado com o assunto. Primeiro, claro, porque eu não gosto do Galvão Bueno e acho que ele é uma das figuras públicas mais imbecis no cenário brasileiro. Ponto. Ele é chato e irritante – ele é aquele tio sem noção que no natal faz a piada do ‘é pá vê ou pá comer? ’ e ninguém quer ter por perto, mas todo mundo fica calado porque é da família.

Como o narrador é famoso, todo mundo se faz de condescendente (como a TV Bahia, retransmissora da Globo, que fez uma matéria puxa-saco à respeito - se quiser ver o vídeo, clique aqui).

O segundo motivo de eu falar nesse assunto é a revolta que me causa a falta de foco da prefeitura de Salvador, sem falar de todos os absurdos escondidos por trás desse ato ‘generoso’.

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08:00 am, iulo
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baianos são estrelas do vídeo da semana

Baiano se recusa a colocar as mãos na cabeça em revista policial:

Vergonha alheia e uma mancha na malemolência baiana por parte:

  • do apresentador (que fala merda bagarai).
  • do revistado (tinha que ter colocado a mão na cabeça e ponto).
  • da policial (muito calminha quando deveria agir e agindo quando não precisava, só pra inglês ver).
  • do repórter (fazendo pergunta imbecil pro revistado).

Sorte desse companheiro que as câmeras estavam lá, senão teria tomado uma no joelho pra sentar.

Momento alto do vídeo aos 06m58s:

- Mainha, eu tô sendo preso aqui só porque eu queria urinar, mainha! Chame pai e mande vir aqui na Amaralina, mãe!

HAHAHA, MORRI.

o o o

Se quiser discutir com classe, vai lá no Buteco que o bicho tá pegando.


07:22 pm, iulo
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go tiger

A Bahia é conhecida pelo sincretismo religioso que, segundo a Wikipédia, “é uma fusão de concepções religiosas diferentes ou a influência exercida por uma religião nas práticas de uma outra”.

No carnaval, o que a gente vê de fato é o sincretismo musical. A maioria dos meus amigos gosta de rock e suas inúmeras variações (indie, punk, metal, alternativo, pop, british, progressivo…). Mas quando se trata do objetivo comum mais primário aos homens (leia-se: pegar mulher) abre-se mão de todo gosto pessoal e de toda a pose rebelde.

Eu já me acostumei, mas no começo, achava mega estranho quando algum roqueiro dizia que ia sair no bloco tal, ou que ia curtir o carnaval na pipoca (vai para a avenida, mas não necessariamente dentro de um bloco). Às vezes eu ainda me surpreendo, mas vai lá, é o instinto primitivo.

Carnaval é isso, ver seus amigos prostituindo…os ouvidos.

É lindo.

Ê Bahia.


12:00 am, iulo
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minha terra tem palmeiras

Ali no bairro de Ondina, cá nesta nobre capital baiana, estão as famosas gordinhas (oficialmente chamam-se Meninas do Brasil): 



São 3, na foto você vê duas

Daí, no domingo, caminhando com o amigo Almeidão (que apesar do nome não é traveco); lá pela altura da Barra, me encontrei com uma fofinha exatamente como essas, mas de verdade, carne e osso e afins. 

De biquini. Encostada no parapeito da orla, toda sensual. Eu, distraído, não sei por que raios não desviei o olhar. Não sei mesmo. Fato é que enquanto eu falava e caminhava, continuei olhando. Quando me dei conta, ela já estava irritada com a minha observação malemolente. Segurou a teta direita como uma arma (?) e respondeu ao meu olhar dizendo: se eu der (a teta) pra você botar no c*, você bota?

o o o

Eu ri. 

Veja até onde vai a liberdade baiana. 
A minha e a dela, claro. 

Maravilha.


12:00 am, iulo
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prime

O mercado imobiliário está bombando em Salvador. Como nunca antes visto. Além do aumento brutal no número de propagandas televisivas e outdoors e panfletos, a qualidade dos anúncios, por assim dizer, também melhorou. Porque agora as propagandas contam com artistas sensacionalmente famosos da tevê. 

Tudo bem, é lindo ver aquela galera bonitona fingindo que vai sair da suíte em Copacabana para comprar um apartamento de luxo aqui, isso a gente até engole. Mas o que tá faltando, oi?, é a coerência - muito prazer - na escolha dos artistas: hoje de manhã eu vi num único outdoor o Reinaldo Gianecchini e a Flávia Alessandra juntos. Como assim, pessoas? Não pode isso não. Porque até onde eu sei a Flávia Alessandra é mulher do Juvenal Otaviano Costa e o Gianecchini tinha seus rolos matrimôniais com a Marília Gabriela - e posteriormente seus rolos embriagados com a roliça Preta Gil (polêmica é algo sempre agradável de se criar). 

Ou seja, além de tudo os marketês (combinação transgênica de marketeiro com lutador de karatê e um quê de alienígena) querem me fazer acreditar que a Flávinhavai largar o Otaviano e o Juvenal ainda por cima (veja que blasfemia, largar o rei da Portelinha); que o Gianechinni vai parar de garrar mulé feia¹; que os dois vão abandonar o Rio de Janeiro e residirão juntos em Salvador. Aí já é duvidar em excesso da nossa boa vontade. Inclusive, de nossa inteligência malemolente. De pouca-vergonha baiana já basta a Carla Perez fazendo pseudo-sucesso fora daqui. 

Ah, de memória ainda consigo me lembrar da Cléo Pires, do José Wilker, do Marcelo Antonny e do vôvozão-quero-ser-gatinho Edson Celulari propagandeando imóveis soteropolitanos. So good

o o o

¹garrar mulé feia - do latim baiânesmule feia agarraris; expressão: relacionar-se intimamente com mulheres de beleza duvidosa. 

²visualizar o Edson Celulari de cabeça completamente raspada e sobrancelhas idem, sempre me causa um pequeno riso interior.


12:00 am, iulo
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lack

Se você está por fora do assunto, o lance é o seguinte: o curso de medicina da UFBA foi mal na prova do ENADE. Instado a dar satisfações, o coordenador do curso flatulou na farofa e atribuiu o problema ao baixo Q.I dos baianos. Até aí nós teríamos ficados insanamente raivosos. Mas o amigo sem noção continua e diz que “o baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria”. Aí é sacanagem! Eu que havia ficado puto, não tive como não rir. Na entrevista ele ainda diz que berimbau é instrumento para quem tem problemas cognitivos. Sensacional! A matéria você pode conferir aqui

O mais provável é que os alunos tenham boicotado a prova do ENADE, essa arte de menino querer ser engajado politicamente. Ainda mais depois que passam numa federal e começam a andar pela faculdade de calça jeans e sandálias havaianas. O fato é que eu tenho alguns amigos e conhecidos fazendo medicina na UFBA e todos são lindos e inteligentes. Até porque, a concorrência e o nível de cabeludice daquela prova de vestibular não permitiriam que qualquer um entrasse no curso. 

Enfim, o velhote se ferrou, teve que renunciar ao cargo, mas acho que a carta dele foi uma boa tentativa de se redimir (aqui). Não muda o fato de que ele errou feio, falou bobagem pra caramba - mas ao afirmar que “sou baiano, como de resto toda a minha família e os mais longínquos dos meus ancestrais” ele parece recobrar o bom-senso. 

Acredito realmente que ele falou aquele tanto de asneiras movido por pressões externas e etc etc. Certamente ele estava puto porque alguma gatinha de medicina não lhe deu a devida atenção, juntou mais um tanto de outras raivas e atirou para todos os lados. Tá cansado, tadinho. 

Não sei se ele vai continuar dando aulas, mas caso caia em ostracismo, espero que ele use do tempo livre para aprender a tocar berimbau, deitado na rede da sua casa, enquanto gasta o seu imenso Q.I para refletir e desvendar os mistérios do universo. Vai descansar, tio, vai. 

o o o

E façam o favor de divulgar nos seus respectivos estados que isso tudo é mentira e que os baianos são lindos. Além de excelentes reboladores de bundas. E comedores de acarajé. E que somos pioneiros na avançada tecnologia de fabricação de redes. E problema cognitivo tem a mãe ;D


12:00 am, iulo
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tu-tu-tu tu pá!

Assim, eu acharia mágico se o Sherlock Holmes ao invés de falar elementar, meu caro Watson; dissesse: elementar, cumpadi Washington. Caraca, eu ia chorar.


12:00 am, iulo
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silvestre

Eu vou à praia de sunga. Portanto, fico com aquela marca branca ridícula na região do… errr, naquela região. Só que depois eu saio à rua com uma bermuda qualquer, que protege uma parte das pernas, mas deixa os joelhos expostos, fazendo com que nessa região eu fique praticamente um negão. Eu tenho os braços branquelos e desbotados. Eu sou um fenômeno. Acredito fortemente que eu deveria sair noDiscovery Channel como o incrível homem multi-colorido. Inclusive eu dançaria o tchan, com o dedo indicador entre os dentes e tudo mais, para provar a minhabaianidade. Não que isso tenha a ver com as minhas múltiplas cores, mas não se deve perder tais oportunidades, ahn? Se a Carla Perez ficou rica, porque eu não posso ficar? 

By the way, existe profissão mais entediante que narrador do Discovery Channel? Sei lá, é muito chato. Eu no lugar daqueles caras tornaria as falas mais divertidas e incluiria descrições non-sense, como pênis esbravejantes em cada narração: 

E então, se aproxima o grande hipopotámo com seu pênis esbravejante à busca de um matinho para se alimentar. Enquanto isso, o grande leão pardo dos olhos azuis, arrastando seu enorme pênis esbravejante, emite o chamado das andorinhas ninjas. As andorinhas se aproximam, e lançam seus shourikens que, cortando o ar feito pênis esbravejantes, atingem o pobre do hipopótamo. O grande hipopótamo morre; não sem antes dizer que também voltará - com seu pênis esbravejante. O culpado é o Sr. Leão, na floresta, com a chave inglesa. Ganhei.

o o o

Tá bem, já parei.


12:00 am, iulo
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vapor

Certamente, o maior problema ao habitar essa cidade é que, em época de verão, termina-se o banho já transpirando.


12:00 am, iulo
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odor

Deixa ver por onde eu começo isso. Bom, uma tal de Nada Marjanovich, uma editora de revista dos Estados Unidos quis fazer uma viagem para esta quase boa terra de onde vos falo (Salvador - Bahia) e foi parar no país El Salvador. A pequena batalha dela é divertida e simples de ler (aqui, em inglês). 

Mas o interessante é o local onde o texto foi postado. O famoso jornal The New York Times mantém um site na web (site na web já se tornou uma redundância? afinal, a pessoa vai ter um site aonde? Ah, é que eu tenho um site na rede de geladeiras do meu bairro - tá parei) que possui um Guia de Viagens belezinha-de-mamãe. 

Veja aqui o que um certo David Kirby fala sobre a terra do axé, com base numa visita que ele fez com um amigo. Dentre muitas coisas, é interessante o trecho em que o autor foi parar no Mercado de Sete Portas. Primeiro que o nome do lugar é mongol, e até que eu descubra por qual razão ele foi batizado assim, vai continuar sendo (baianos, pronunciai-vos). Segundo, porque o local é triste. Pense num lugar bagunçado com pessoas que andam pela rua se esbarrando mutuamente; é o Mercado de Sete Portas. 

Em outro trecho o tio Kirby diz ter chegado num banca de madeira onde havia contas de vidro coloridas, maços de incenso, figurinos misteriosos, que ele presumiu serem usados nos rituais do Candomblé - the African-Brazilian animism that is a major Bahian religion. Na primeira lida eu pensei que ele falou que o Candomblé era a maior religião da Bahia. Aí eu pensei, será? Isso já explicaria a quantidade de macumbas que a gente encontra pelas ruas. Eu acho que é feio desperdiçar farofa - só que o Google não me ajudou a encontrar nenhuma informação sobre o tamanho do Candomblé por aqui (exceto que existem mais de 2.000 terreiros registrados em alguma associação de desperdiçadores de farofa que eu não lembro mais o nome). 

Mas voltando, depois eu me dei conta e fui olhar no dicionário que a palavra major pode significar tanto maior, quanto principal, mais importante ou simplesmente grande. E, ainda, mais velha. Eu torço para que ele tenha tentado dizer qualquer coisa que não maior. A religião mais importante da Bahia, só se for nas contribuições culinárias. A principal, só se for nos livros de história. Talvez seja a mais velha, vai saber. Mas eu não gosto da idéia de gringo vir pra cá achando que todo baiano é macumbeiro e fica sentado numa cadeira de balanço fumando charuto esperando o santo fazer o download. 

Sobre o pelourinho, ele diz coisas como the beautifully restored colonial heart of Salvadorancient but brightly painted walls. Todo mundo sabe que o pelourinho não passa de um monte de casinhas coloridas, cheia de baianos, e só. Ah, e acrescente um punhado de mendigos e pedintes que lhe dão medo. Até o Kirby sabe disso gente. Ele só pecou em usar a palavra beautifully. Mas é isso. O pelourinho é o coração colonial da belezura aqui, foi restaurado, e as antigas paredes foram pintadas com cores brilhantes. Não espere nada além disso. 

Outra coisa, olha a descrição dele para o axé: African-Bahia’s musical gift to the world. Presente musical da bahia-africana para o mundo? Fato: quem gosta de axé tem problemas. Eu gosto da Claudinha Leite. Não de axé. Ninguém gosta de axé. Só os estrangeiros e os desprovidos de gosto musical. Gringo gosta de axé e acha lindo. Aliás, que tendência é essa onde se torna obrigatório gostar de tudo que é diferente e incomum? Eu não sou obrigado a gostar de poloneses dançando a polka, nem de índios fazendo aqueles rituais circulares e gritentos. Não mesmo. É diferente? Sim. É bonito? Não, porra! Vamos parar com essa babaquice. 

Olha a descrição dele para as baianas: women who worship Candomblé deities and wear colorful beaded necklaces and white clothes, including turbans and wide, lacy dresses that look like African hoop skirts. Uma coisa é fato, acarajé é mais gostoso quando tem uma macumbinha. Todo mundo aqui se ofende quando eu falo isso. Mas fazer o quê? Eu acho que é a raspa de osso de morto que dá um toque especial. E isso, a macumba no acarajé, é fato, como descrito pelo meu amigo Kirby (na Bahia, quando você menciona o nome de alguém 3 vezes, ela automaticamente se torna seu amigo), baianas são mulheres que usam belos e coloridos colares de contas, vestem roupas brancas, incluindo turbantes e vestidos rendados e adoram as deidades doCandomblé. Portanto: macumba. Pelo menos ele não falou que as baianas de acarajé são bonitas - em que lugar do mundo uma baiana de acarajé é bonita meu Deus do céu? Baiana de acarajé é uma coisa escandalosa e não agradável de se ver. Debaixo daqueles panos todos tem muita mulata linda de se morrer, mas caracterizadas com aquela parafernalha toda, instantaneamente ganham centos anos de vida e se tornam velhas remelentas. 

E olha que eu comecei esse texto querendo elogiar o site do The New York Times, mas terminei divagando sobre os absurdos que as pessoas conseguem apreciar nessa cidade. Eu amo Salvador, mas por outros motivos (que incluem o mar, a malemolência displicente que rege o dia-a-dia baiano, o acolhimento da pessoas, a comida; e o dendê que corre nas veias, que ninguém mais tem). 

Eu tentei dar uma olhada nos textos dos outros colaboradores gringos, mas quando li que Salvador é uma incongruente mistura do sagrado e do profano, eu tive de parar. Esta porcaria deste clichê (verdadeiro, diga-se de passagem) já rodou o mundo e foi dito até em inglês. 

De qualquer forma, vale a pena dar uma olhada na página geral do guia de viagens para Salvador, muito bem feito, completo, com mil funcionalidades (agendamento de viagens, consulta de preços de estadia e alimentação etc). Lá na página onde fica o texto do amigo Kirby, procure o título em que aparece escrito Plan Your Trip, selecione Brazil e veja os destinos que possuem um guia. Quem sabe você não gasta um tempo se divertindo, lendo o que as pessoas lá de fora pensam e escrevem sobre o lugar que você mora. 

o o o

Antes de finalizar fui checar no Google se o velho Kirby não era algum famoso, para não me passar por completo ignorante e, veja só, parece ser: www.davidkirby.com. Poeta e Professor, livros publicados… uma beleza. Anyway.


12:00 am, iulo
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menos eu

Você que mora na boa terra pagodeira, ligue a tv no canal 28 e reflita sobre o Festival de Verão. E você que foi, vai, está, vive, come e vira sebo lá, não venha me dizer que eu perdi nada. 

Quando a câmera pega o parque de exposições de cima dá pra chorar com a distância do palco pra galera lá do fundo. Amanhã tem Los Hermanos. É. Eu sei. Outro dia eu os vi na Concha Acústica, pertinho do palco. Agora magine se eu fosse no Festival e ficasse lá no fundo. Ia ver o quê? Nada. Nem um fio de barba. 

E se não fosse o fundo, teria a multidão, a dor-de-cabeça, o lodo, a agonia, o celular bafado, a canseira, a carteira não sei onde, o mormaço, a vontade de ir pra casa e o arrependimento. Fora o engarrafamento causado na doce Paralela, avenida ondeeu moro. Não, não. Muito obrigado. 

Prefiro ficar em casa vendo pela tv. Com direito aos closes, solinhos e uma cama. E as dancinhas do Ruivo. 

E espero que tenha confete também.