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saúde


12:00 am, iulo
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generalizando

Eu vivi pouco nessa vida, mas se tem um conselho que eu posso dar, é: sempre vá arrumado ao médico. Médicos são as pessoas mais esnobes do planeta. Eles só entendem do funcionamento da máquina humana, mas na verdade acham que a criaram. Logo, são deuses. 

Em relação a consultas médicas, eu consigo definir 3 fases claras na minha vida. Na primeira delas, mamãe te leva ao consultório. Mamãe é excessivamente preocupada e dá informações demais ao médico sobre os seus problemas. Ela diz o que você comeu no almoço, e quão quentinho e cheio de texturas estava o seu cocô. Médico, naturalmente boçal e impaciente, despreza mamãe. Não a ouve direito, e você sai com um diagnóstico default para o seu problema. 

Até então você ignora tudo que se passa, afinal, é mais divertido brincar com aqueles objetos estranhos em cima da mesa do que prestar atenção ao que os outros dois seres humanos estão falando. E se você der sorte, pode ser que o consultório tenha um protótipo em plástico e desmontável de uma vagina. 

No segundo ato, mamãe não te leva mais ao médico. Você vai sozinho. Mas você está naquela fase indecisa entre a adolescência e o mundo adulto. Você se veste de jeans, tênis e camisa. Possivelmente a barba anda mal feita, mal crescida. Ao adentrar na sala do médico, ele mal aperta sua mão. Ouve 1 em cada 3 palavras que você diz, esforçando-se ao máximo para não transparecer que lhe ignora por completo, ao passo que imagina qual cor de calcinha sua esposa estará usando ao chegar em casa. Entrega-lhe mais um diagnóstico padrão para sua coleção e você vai embora, com um atestado e uma receita qualquer. 

Você pode estar morrendo, triste, deprimido, preocupado. Mas ele está pouco se fodendo. Já tem o carro do ano, as duas filhas gêmeas loiras bailarinas de olhos azuis já foram pra disney 4 vezes e possuem a última casa da barbie; ele tem 3 empregadas, seu apartamento duplex possui o Oi Conta Total 7.650 minutos, e no fim-de-semana eles assistem filmes no seu home theater 5.1 dolby surround, comendo salame com limão e tomando vinho Born’age mon’ durg’u

Bom, então vem a terceira fase. Você tem um carro, um emprego, é formado, tem até título de eleitor e CPF; veja que delícia. Mas os médicos, belos ninhos.de.la.puta que são, ainda lhe tratam feito gado. Ou seja, não tem jeito. Eles vão ser uns escrotos com você, não importa a situação. 

O máximo que você pode fazer é se vestir um pouco melhor, ajeitar a postura, falar claro e pausadamente, se impor de forma segura e educada. Isso tudo para que, numa eventual briga, você seja notado e minimamente respeitado. Se for pra brigar, que seja com classe. Se for pra enfiar a mão na cara do médico, que seja bonito: permita-me enfiar os ossos cerrados da minha mão em tua face, ó babuíno esnobe

Portanto, abandone a roupa casual do seu dia-a-dia de trabalho, adorne seus pés com algo que não seja um tênis, vista uma calça menos folgada e use um camisa social, mesmo que fora da calça. Entre na sala, aperte a mão do médico firmemente enquanto ele fala ao celular, dando ordens às empregadas sobre o que deve ser feito para o almoço e prepare-se para mais uma divertida sessão onde você paga para ser solenemente ignorado. 

o o o

Problemas com a mão direita ainda. 
Droga.


12:00 am, iulo
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arcoxia

Remédio bom é remédio que causa efeitos colaterais. Lógico. Para o problema na mão, me receitaram uma caixa com 7 comprimidos, 1 por dia. O primeiro eu tomei à noite, antes de dormir, então não senti nada durante o sono. Esqueci de tomar no segundo dia, daí tomei no dia seguinte, pela manhã. Após o almoço comecei a sentir coisas estranhas, como se houvesse um hamster sob efeito de ecstasy percorrendo meu intestino. Algumas horas de arrepios e contrações involuntárias… passou [até então a culpa era dos dois cachorros-quentes que eu tinha comido]. 

No quarto dia eu tomei o remédio inocentemente pela manhã, e o bicho mais uma vez me estragou. Só aí eu fiz a associação dos efeitos colaterais que eu li na bula com as coisas que eu estava sentindo. Foi lindo. Calafrios monstruosos me arrepiando por completo. Nem se uma alma tentasse me estuprar teria conseguido obter tantos efeitos do além. Vamos ver daqui pra frente com que entidades eu vou conseguir fazer um contato psico-cósmico. 

o o o

Ao menos os travamento nos dedos anulares e, de quebra, as dores no punho parecem estar indo embora.


12:00 am, iulo
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assim

Eu não dei sorte com as [pseudo] fisioteraupetas. Nada belas, e bem lerdas [dava até pra contar uma boa história, mas ia requerer tantos detalhes e voltas para ser entendível, que eu cansei]. Pra melhorar, o indício de LER se estendeu do meu dedo e agora percorre o punho, só que em dor. Logo, tenho evitado diálogos por texto vida afora. 

Pra não passar em branco: em algum post antigo eu reclamei das propagandas dos shampoos da Seda, e hoje me dei conta de que já faz uns dois meses que eu venho utilizando os produtos da marca. Ô, mundo. Além do nome específico do shampoo que eu uso ser rídiculo [Seda, em busca do liso perfeito?! hahahhaha, socorro!] na frente da embalagem vem estampado que o treco contém silicone. Ou seja, agora meu cabelo vai ficar de peitinho duro. 

o o o

Tá, parei.


12:00 am, iulo
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hectares

Médico atualmente dá um ótimo criador de gado. Eu fui num ortopedista sexta-feira. Entro na sala, o cara no telefone, faz sinal preu sentar, nem se dá ao trabalho de apertar a minha mão, desliga o telefone e pergunta o que é que eu tenho. Wonderful

Geralmente eu me irrito com pessoas que enrolam e não vão direto ao ponto. Mas quando se vai num médico, algum problema você tem e no mínimo algum tipo de preocupação. Então você precisa que o cara fale com você direito, seja atencioso, te faça um carinho, bote no colo, coisa e tal. 

Eu só não fiquei mais chateado porque o bandido foi certeiro na identificação do meu problema. Até valeu a pena me sentir uma vaca na fila do abate. Bom, o problema é que há cerca de um mês eu vinha sentindo rigidez no dedo anular da mão direita. Eu não conseguia dobrá-lo corretamente, como se tivesse algo preso na articulação, e na hora de desdobrá-lo o dedo travava. O sintoma era pior pela manhã e ia embora quando eu fazia alguma atividade [academia, carregava compras ou dançava lambada com mamutes albinos]. 

Expliquei isso pro infeliz, ele mandou fazer alguns movimentos, segurando meu dedo, mordeu meu dedo, puxou o dedo, e ficou perguntando: dói? Eu disse que não sentia dor, que era só a rigidez. Aí o porquinho capitalista apertou minha mão, na base do dedo e disse: você está com um carocinho que atrapalha o movimento da polia [palavras dele] do seu dedo. E mandou eu mover o dedo com ele apertando o tal do carocinho. Plim. O dedo ficou como se tivesse nascido de novo. Solta o tal do carocinho, a polia emperra e o dedo fica rígido. 

Não precisa dizer que eu fiquei o resto do dia apertando e soltando a polia, mexendo o dedo e me divertindo vendo como os seres humanos são uma máquina problemática. 

Pior que o rei do gado passou anos estudando e se especializando pra descobrir um treco que eu poderia ter imaginado sozinho em casa, se eu tivesse um pouco mais de curiosidade e tivesse feito o auto-exame de mama no meu dedo. 

Ah, abrindo um colchete: meu problema surgiu porquê eu inventei de mudar a maneira de digitar. Eu digitava rápido e até direitinho, mas não da forma ideal, com os dedos nas teclas corretas e tudo mais. Há uns 3 ou 4 meses, baixei programinhas para praticar digitação, parei no meio do caminho e realmente mudei a forma de digitar. Comecei a usar mais os dedos anulares, só que de uma forma errada. A prova disso é que a ridigez também ocorreu no mesmo dedo da mão esquerda, mas numa intensidade menor [por usá-la menos, claro. o backspace mesmo, passou a ser teclado com o anular da direita, que ficou problemático]. 

Portanto, se você já passou dos 20 e tá tudo bem com sua mão, não invente de mudar a forma como você digita por achar bonito. Você vai ter problemas mentais inteiramente desnecessários e desconfortáveis na sua mão. 

Bom, e agora? Remédio e fisioterapia. Mas aí vem a melhor parte: Bruno Mezenga disse que se eu não ficasse bom, a morróida do meu dedo teria que ser removida. Eu fiz: hein? Ele pegou minha mão, desenhou um risco de 1 ou 2 centímetros com a caneta e disse que faria umaincisãozinha, anestesia local, coisa pouca. Cuma?

Lindimais. Médico fala dessas coisas de cortar e estripar e abrir e doer, assim, como se fosse simples como tomar uma aspirina. Incisãozinha, né? Vamos fazer uma incisãozinha na sua nádega direita, com anestesia local, pra ver se você gosta, seu agricultor descarado. 
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A coisa boa disso é que rola a esperança de encontrar fisioterapeutas estupidamente lindas e passar 40 minutos de boca aberta, durante as sessões de exercícios dedísticos. Ao menos as fisioteraupetas e aspirantes a tal que eu conheço são bonitas que é uma beleza.


12:00 am, iulo
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célula

Ô, mô pai. Eu me revolto comigo mesmo. Veja que arte e imersão em coisas bibas: eu resolvo ficar com a pele ressecada, vou na dermatologista e a senhora lá me passa uma loção que contém 10% de uréia. Não sei, é uma mistura de baitolagem com brabeza. Uréia pra mim é xixi. Daí você é biba e tem que passar creminho, mas é macho pra burro e passa xixi pelo corpo. Fora o fato de que um frasco de nada com 120ml de creme+urina custa os globos oculares da face. Uma beleza. Vou inventar uma porcaria de uma loção feita de água+cuspe+lágrimas de cachorro, que cura gripe instantaneamente. Vou vender por algumas dezenas de reais. Cada 1ml. E mantenha fora do alcance de crianças. 
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Shampoo, qualquer um. Condicionador, só Monange.