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família


12:23 pm, iulo
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pregnancy crazy fever

A maioria dos meus amigos casados estão grávidos. São 3 casais esperando neném. Eu acabei de casar, não quero ter filhos nunca, e estou cercado por gravidezes!

Eu estou mega-feliz e verdadeiramente empolgado por todos eles (inclusive tenho que me conter, porque a pequena quer ainda menos ter filhos e pode achar que eu peguei a febre).

Mas minha empolgação não tinha como ser diferente, porque são todos amigos muito queridos, e porque os meus sobrinhos por adoção serão adoráveis e bem educados (!).

Mas o saco é que eu e a pequena queremos ter gatos e a única pessoa que apoiou irrestritamente foi o sogrão (UOW!). Acredite, esse mundo tá louco.

Daí quando eu comento com qualquer pessoa que um casal amigo nosso está pra ter neném, a resposta que ouço é: e os seus vêm quando?? E na sequência vem o TERROR nos olhos das pessoas quando eu replico que não quero ter filhos.

Bicho, vai tomar banho? A coisa mais natural do mundo hoje em dia é que não se queira ter filhos. Parece que na cabeça das pessoas dizer que não quero ter filhos é como dizer que coloquei meia-dúzia de criancinhas dentro de uma sacola e joguei no mar!

Eu respeito e acho legal quem quer passar o resto da vida sofrendo por causa de um mini-você, mas essa vibe não é pra mim. Acho cansativo e dispendioso, sem falar que crianças têm uma propensão natural para gritos e pirraça no shopping.

E nem venha com essa de ah! essa fase passa, porque depois os adolescentes têm propensão para más amizades, drogas e sexo; e assim sucessivamente. Há pais que tiram esse sofrimento de letra; eu não seria um deles.

Bom. E quando eu digo que quero ter gatos então? Putz. A mesma lenga-lenga dos filhos. Que eu devo ter filhos ao invés de gatos, que eu já tenho uma gatinha em casa para me dar gatinhos (medo?).

Gatos, iulo? Bla bla, gatos são egoístas, bla, bla, gatos gostam da casa, bla, bla, gatos não gostam do dono…

O melhor de tudo é que as pessoas podem ter preconceitos contra gatos, e eu não posso ter preconceito contra crianças? Olha pra isso:

Esse é um British Shorthair na cor lilac. Mil vezes mais fofo que um neném gofento com cara de joelho!

Por fim, lógico que eu não sou idiota… esse blog é uma prova da minha constante mutação ao longo da vida; e eu posso mudar de idéia sobre filhos adiante. Mas hoje, 100% da minha vontade consiste em não ter filhos. E se (somente se) isso for mudar, vai levar MUITOS anos.

o o o

Antes que fiquem traumatizados e tirem seus filhos de perto de mim, eu tenho um sobrinho que vai fazer 2 anos, que é o moleque mais gracinha do mundo; e eu o amo muito e adoro passar algum tempo com ele. A diferença é que, não sendo meu filho, quando ele faz cocô eu devolvo para a mãe :)


12:00 am, iulo
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humortadela jeito de ser

Eu tenho um tio que conta piadas. Fico bem feliz – por só vê-lo raramente. Devia haver uma lei impedindo tios de contar piadas. Quando é um amigo que conta piada você pode dizer putz, essa foi muito ruim, cara, que besteira hein? Quando um tio conta piada você é obrigado a sorrir pelo menos com um dos cantos da sua boca – e eu, assim, detesto fazer coisas falsas em prol do bem-estar social (como sorrir). É difícil pra mim disfarçar qualquer tipo de mal-estar causado por palavras gastas de maneira tão tosca. 

Por favor, inventem um cartão de natal que diga gentilmente e de maneira clara: tio, você é chato. Não conte mais piadas. Nunca mais.


12:00 am, iulo
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utilidade da semana

Eu já mencionei que uso sabonete Dove, que não necessariamente é um sabonete barato e que, pior ainda, derrete-se por inteiro em poucos banhos. Além disso, para o rosto, eu uso um desses sabonetes para pele oleosa que custam em torno de 20 reais ou mais. Eu sou muito mão-de-vaca e moro com mãe e duas irmãs, num apartamento de banheiro único. Os sabonetes ficam todos no mesmo suporte metálico de vidro e metal, próximo ao chuveiro, como em toda casa normal. Eu sempre separo os meus sabonetes em saboneteiras específicas, porque eu não quero que os meus caros sabonetes sejam esbanjados por acaso por uma das três detentoras de pererecas

Acontece que até hoje eu tenho uma certa dúvida se elas sabem dizer com toda certeza qual saboneteira é de quem. Mas tá. Toda vez que eu vou tomar banho as saboneteiras, minhas e delas, estão todas trocadas e abertas e de cabeça pra baixo, sei lá; e aí eu sempre me pergunto se alguém gastou alguns átomos dos meus nobres produtos de limpeza. Cansado de diferentes tentativas de proteção à minha propriedade, descobri a melhor forma de proteger sabonetes de mulheres que provavelmente acham que tudo nesta casa é comunitário: pêlos. 

Espalhe muitos pêlos no seu sabonete e ele estará protegido de toda e qualquer entidade desavergonhada que queira fazer-lhe uso. E antes que as mocinhas comecem a fazer cara de nojinho, adianto-lhes que os pêlos em questão não precisam ser das regiãos mais ao sul. Pêlos dos antebraços atendem extremamente bem à essa necessidade. Dada a dificuldade de arrancar pêlos dos braços com as mãos molhadas, recomendo-lhes a técnica mais adequada, com comprovação científica: arranque os pêlos do braço com os dentes e lamba o sabonete. Uma delícia.


12:00 am, iulo
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czarismo

Meu ano-novo foi uma beleza. Estou sem celular, obrigado, mas relevemos. Agora, o melhor é chegar no dia seguinte, encontrar minha irmã na sala, perguntar-lhe que raios está fazendo com um livro de história na mão em plenas férias escolares e ela responder: é que até hoje não sei o que é a revolução russa.


12:00 am, iulo
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sem cueca

Uma breve história sobre os metódos pouco ortodoxos de educação da minha mãe, aplicados sobre a minha pessoa. 

Quando guri, magrelo, ainda mais cabeçudo e esmulambento, eu andava com aquelas camisetas regatas com a gola frouxa. Eu tinha o hábito feliz de mordê-las, babá-las e deixá-las com um aroma desagradável. Depois de muito reclamar, minha mâe chega com um lençol na mão e simplesmente me diz que vou ter de comê-lo. Até o fim. Nâo vou dar mais relatos sobre a cena iulo com 1kg de lençol na boca chorando e babando. Pergunte se eu comi mais alguma camisa novamente. 

Pouco mais tarde eu desenvolvo a habilidade ninjitsu de vir andando pelo corredor da sala, dar uma espécie de estrelinha apoiando as mãos no forro, e cair de cabeça pra baixo no sofá. E lá permanecer com as pernas pra cima, plantando bananeira no canto da sala. Depois de muito reclamar, minha mãe me coloca pra fazer o mesmo numa cadeira, parecida com aquelas de praia, que se encontrava na varanda. O fato é que me doeu o pescoço em muito naquela armação de ferro. Ela, como boa artista, até hoje acha que a infabilidade do metódo é devida à sensação de enjôo que me acometera ao olhar para o céu de cabeça para baixo. Os meios já não importam mais. Algum dia mais eu plantei bananeira no sofá da sala? Tão inocentes esses leitores. 

Depois de mais velho, mãe insistia para que eu levasse o traste do cachorro para passar inúmeras vezes ao dia. Fato tal que contribuiu para eu não querer mais papo com ele. Com frequência eu nâo o fazia, ele à urinar pela casa, minha mãe à me gritar, eu à querer espancar o animal e o circo formado. Depois de muito reclamar minha mãe finalmente quebra um ovo cru no chão do meu quarto, joga raspas de lápis de cor, catchup, maionese [leite em pó, se não me engano] e risca-o com lápis de olho. Explica-me com todo carinho do mundo que era aquilo que ela sentia quando o animal fazia o que fazia pela sala. 

O cachorro é rebelde e continou fazendo artes pela sala. Mas a culpa não foi minha. 

Agora, aos 19 anos, por ser o mais cedo à acordar da casa, e pelo fato do banheiro se encontrar perto do quarto dela, desenvolvo o hábito de não dar a descarga pela manhã, buscando não incomodar o sono alheio. Dito isso, ontem à noite fui informado de que se o fizesse mais uma vez, sofreria consequências drásticas. Dito e feito. Hoje pela manhã, saio do chuveiro, abro a porta e dirijo-me para o meu quarto. No caminho, ecoa o som frio e denso pela casa: iulo. Ferrou. Volto-me para o banheiro, aperto o bendito botão. 

Avisado de que sofreria, minha mãe em toda sua sabedoria, eu em toda minha falta de noção, e nós dois vivendo aquela relação saudável filho-maduro-crescido-que-deveria-ser-tratado-com-mais-dignidade-pq-vai-fazer-20-anos e mãe-louca-com-raiva-gritando-às-seis-horas-da-manhã, ela me informa que para aprender, meu celular seria confiscado por uma semana. Volto para o quarto. Onde está meu celular? Rá. Ela foi mais rápida. 

E olhe que eu corria quando ela queria me bater. Enfim. Estou sem celular o dia todo. Não me liguem, não mandem mensagem. E chorem. 

O legal também é que eu sem celular é que nem quando estou sem perfume: sinto como se estivesse sem cueca. E melhor, no meio do caloroso acontecimento, saí de casa apressado, esqueci-me do perfume E do desodorante. 

Todos juntos faremos uma pausa para reflexão em pró ao dia de iulo. 

-Ah, seu rídiculo. 
-Aris, se eu estou sem celular, você também está. 
-Mãaaae. 

Então não me perguntem porque eu sou assim.


12:00 am, iulo
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irmãos

Nai, 11 anos, se aprontando pra dormir, os olhos fechando: 

-Man, você pega um copo de água pra mim? Se eu estiver dormindo me acorde.

Lupa, 11 anos, espremendo um limão no quibe. Gotículas pulam no seu olho, abrindo-o com os dedos e virando pra mim: 

-Cheira aqui pra ver se tem limão.

Ainda restam bons mongóis.


12:00 am, iulo
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Hoje minhas aulas voltaram. E eu estava com saudades do buzão. Algum cretino feio diria, aquele mar de cores e de gente. E de pertinências também. Ah! A humanidade. Não não, fico por aqui mesmo. Sem reflexões. 

E como as meninas perderam algumas matérias nesses semestres eu fiquei só em algumas outras. O que é muito ruim. Muito ruim mesmo. O que eu também não entrarei em detalhes. 

Mas o buzão, como forma natural de inspiração, me fez refletir sobre constragimentos. O que me fez concluir que a coisa que me deixa mas desconfortável é piada de tio. Uma coisa muito linda. 

Você dá uma passada na casa de seu tio, pra falar com um de seus primos geralmente. Aí aparece o seu tio de samba-canção coçando o peito e conta aquelapiada de tio que dói no fundo do globo ocular, causando uma coceira irritante na ponta do fêmur. 

Se você é mamão acaba rindo da piada de tio até não poder mais. Fica vermelho e chora. Eu não. Nesse momento pós-piada de tio milhões de coisas se passam em minha cabeça e a vontade é de me jogar pela janela. Mas a única reação provável e inevitável é levantar as sobrancelhas e fazer a típica cara de Ah, claro. Muito interessante isso

Ou então, aquela risada solitária, liberada numa única expiração, que parece mais uma tosse e pede um lugar pra enfiar a cabeça e não sair mais. Se não for o seu tio pode ser o tio do amigo, da namorada, do vizinho. Qualquer um. Mas que dói, dói.


12:00 am, iulo
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m*#«

Pq minha mãe é assim? Minha mãe é uma pessoa muito, muito, realmente. Muito mesmo. Eu tô no quarto e lá vem ela. iulo, coloque o celular pra carregar. Assim. Meu celular tem a promoção 31 anos. Ela chegou hoje de viagem. E queria falar com uma amiga dela que também tem um Oi. Ela liga pra amiga, fala e meu celular descarrega. Ela vai falar de novo com a amiga mais tarde. E tem um carregador no quarto dela. 

Mas nãaao. Tem que colocar para carregar no meu quarto, para que depois eu leve no quarto dela, entregue para ela, deixe ela falar, e depois carregue o celular novamente. É preciso dizer que ela podia deixar o celular carregando no quarto dela sem que fosse necessário eu efetuar tarefa alguma? 

Isso sem contar que eu vou falando, argumentando, ficando nervoso, me jogando no chão, comendo batata frita, dançando baila teu corpo alegria Macarena dizendo pra ela levar a porcaria junto com ela, e ela fechando a porta do meu quarto, dando as costas. 

Ainda bem que minha garganta, inflamada desde o domingo passado, ficou boa hojeque ela voltou. Segundo mamãe, ela viaja e eu fico assim. Vai entender. Deve ser mesmo. Mãe, santo remédio. E aguardemos ansiosamente o comentário dela sobre esse post. 

Êee, Macarena, aaai!