Tagged
cotidiano


02:18 pm, iulo
 Comments
Text
ligações do ódio

Sinto ódio eterno de pessoas que não gostam de falar ao telefone. E que demonstram isso claramente. Acho que todo mundo conhece uma pessoa muito legal de se conviver, mas que é insuportável ao celular.

Eu não gosto de telefone, é chato, eu sei. Mas não deixo transparecer isso! Ao menos tento…

O triste de falar com as pessoas que são assim é que mesmo que você saiba racionalmente que aquela pessoa não gosta de falar ao telefone, você liga para ela, ela te atende com aquele bafo de frieza do himalaia, alternando com doses de patadas parciais e pequenas rudezas; e daí você emocionalmente fica todo desconfiado, se perguntando o que fez de errado para aquela pessoa te tratar daquele jeito; afinal, você é tão legal com ela, porque ela te retribui daquela maneira? Por que? POR QUE? POR QUE DEEUS? EU GOSTO TANTO DESSA PESSOA! DEEEEEEEUS!

Aí quando você finalmente consegue sair dessa espiral de questionamentos infundados e frustração, você se recorda que a culpa é da pessoa idiota que está lhe tratando mal do outro lado da linha e fica com ódio.

Então você pensa: NUNCA MAIS ligo para essa pessoa. Mas aí a pessoa liga pra você e tudo vai ser diferente; ela vai te tratar bem e ser um amor, né? NOT. Essas pessoas são sempre insuportáveis ao telefone, sejam elas as receptoras ou originadoras da ligação. O que importa é desferir golpes de indiferença e kung-fu vocal.

Tenho certeza que elas ficam em casa entediadas e pensam: vou ligar para um amigo e torturá-lo ao telefone!

Por isso alguns amigos me ligam, eu contenho a minha alegria e falo: O QUE É, VIADO? Apesar de por dentro estar saltitando feito cachorro quando o dono chega em casa, sabe?, mas fico ali, SOFRENDO, trincando os dentes e escondendo sentimentos________________ (complete essa frase com trechos de alguma música brega).

Digam aí?, tem coisa mais odiosa que você ligar para alguém e a pessoa ficar falando: ‘tá, ran, hum, tá bom, certo, ok, falou’ ?

Malditos.


08:49 am, iulo
 Comments
Text
nos embalos de um tédio à noite

Quando é sexta-feira à noite, e sua mulher teve que ir trabalhar, você passa por essas fases de tédio:

19h30
Tudo bem, vou aproveitar a noite para ler um livro, ouvir música, apreciar a boa e velha tranquilidade.

20h05
Está um pouco chato, mas nada que um seriado legal não possa resolver.

21h30
Não aguento mais ver seriados.

22h00
Vou conversar com algum amigo na internet.

22h05
Não tem ninguém na internet ou quem ainda está on-line, está se arrumando para sair.

22h06
Eu me pergunto o que as pessoas estão fazenda na sexta à noite, depois de ter trabalhado tanto a semana inteira, elas não deveriam estar em casa descansando? Quero dizer, eu mal aguento sair de casa hoje!

22h15
Estou rancoroso e mal-humorado, alfinetando pessoas no Twitter e falando coisas sem sentido (e ninguém está lendo).

22h26
DEUS, POR QUE EU TENHO QUE PASSAR UMA NOITE TÃO CHATA? POR QUEEEEEE DEEEEEUS?

23h00
Negação: isso é tudo bobagem, eu estou muito bem aqui lendo o meu livro sozinho; ler é ótimo, ler é mágico, os livros são meus amigos.

23h20
Aceitação: tudo bem, foi só uma noite, vou dormir, amanhã estarei bem.

23h23
Vou para a cama, tenho insônia, volto para o primeiro estágio e repito tudo semi-infinitamente até as 04h da manhã, quando o sono finalmente chega.


09:24 am, iulo
1 note
 Comments
Text
ligação errada

Não sei se com vocês também acontece isso, mas as pessoas que ligam equivocadamente para o meu número geralmente são meio mal-educadas.

Eu não entendo. A pessoa liga errado, é idiota, te incomoda, e ainda fica puta da vida COM VOCÊ, por ELA não estar falando com a pessoa que gostaria. E te trata mal ou bate o telefone na sua cara ou fica bufando do outro lado da linha. Faz sentido?

Minha sorte é que uma das coisas que eu mais gosto na vida é atender telefonema errado. Eu puxo papo com as pessoas, finjo ser a pessoa que elas gostariam de falar, elas acreditam; aí no meio da conversa eu faço alguma pergunta totalmente fora do contexto (tipo, ‘onde vamos jantar hoje?’, ‘que calcinha você tá usando?’, ‘você ainda tá com diarréia?’).

Read More


08:44 am, iulo
1 note
 Comments
Text

(via)


09:12 am, iulo
 Comments
Text
shaving cycle

É muito ruim não ter uma barba decente. Eu já falei isso. Aí alguém sempre me responde: mas é porque você não faz a barba todos os dias, senão você veria como é ruim.

Mas aí é que está: eu faço a barba todos os dias. A minha é rala e sem vergonha, mas existe. Só que eu faço todos os dias, mas não posso usufruir dos louros de, quando em vez, deixá-la crescer. Ou deixar por fazer e ficar naquela pegada Rodrigo Santoro. Não. A minha fica ruim de todo jeito. Minha barba é muito tosca.

Sabe essa barba escrota aqui do D. Pedro I? D. Pedro certamente tinha que raspar o queixo e tudo mais para moldar e ficar dessse jeito. Eu não. A minha barba cresce desse jeito, feito uma tira horizontal no meio de cada bochecha, sem que eu precise fazer nada. E grande deve ficar igual a dele.

A minha vida pode ser resumida nisso (via):

Hoje eu estou transitando entre a perseverança e a negação.


01:16 pm, iulo
 Comments
Text
sensualidade militar

Eu não sei se em todo lugar é assim, mas perto de onde moro tem uma mata cercada por arames que é reserva do exército. Dentro da mata, tem um quartel. Dentro do quartel, soldados. E os soldados, com certa frequência, descem do quartel e vão correr na rua, usando um shortinho verde minúsculo e camiseta branca. Ah, sim, e alguns correm sem camisa, com a peitchola suada de fora.

Eu fico me perguntando se dentro do matagal não tem uma pista de corrida onde esses nobres senhores possam correr. Porque é mato como a zorra e se você arrancar uma dezena de árvores, dá pra fazer uma pista de corrida do tamanho do Acre.

Mas não. Eles acham mais divertido pegar uns 30 a 50 caras, vestir com uma roupa sensual e colocá-los para correr no aslfato, no meio dos carros. E eles ficam às 7h da manhã gritando pela vizinhança coisas como ‘um, dois feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato’ ou ‘ai, ai, ai, ai, ai, ai, em cima, embaixo, puxa e vai’ ou coisas patrióticas como ‘il, il, il, il como é belo o meu brasil’ (?).

O melhor de tudo é que no cardume de corredores sempre fica um mais afastado, correndo com uma bandeira na mão, indicando aos carros que vêm atrás para ultrapassarem pela outra pista. Claro, obrigado. Eu podia achar que era para brincar de boliche humano com esses homens sensuais atrapalhando o trânsito.


02:32 pm, iulo
 Comments
Text
regras de etiqueta

Eu não sei vocês, mas percebo um grande mal da era atual e que vai crescendo a passos largos: o local onde os fabricantes colocam etiquetas em roupas. E isso sem falar no tamanho dessas etiquetas. Indicadores de tempos difíceis, meus caros.

Antes eu comprava uma camisa e a etiqueta ficava na parte de trás do pescoço e não havia outra possibilidade. Simplesezes. Hoje em dia eu compro camisas e os caras colocam etiquetas afiadas - sim, AFIADAS, feito navalhas - nas laterais da blusa. E aí você me diz: ah, seu tolinho, basta cortar!

Bastar cortar? BASTA CORTAR? Meu amigo, aquelas etiquetas são feitas de maneira que a cada corte elas se tornam mais e mais afiadas. Essas etiquetas são as novas facas Ginsu. Cada corte dado numa etiqueta dessas é como ir acrescentando um gato raivoso com vontade de copular dentro de um saco apertado.

Cada vez que uso uma blusa nova, passo raiva o dia inteiro, tendo o meu LOMBO arranhado freneticamente. Até que ocorre a perda de sensibilidade do local e eu não sinto mais nada. Aí eu visto outra blusa que tem a etiqueta mais abaixo ou mais acima ou do lado oposto, e todo o processo começa novamente. É grave.

Mas não tão grave como as novas etiquetas das cuecas boxers. Cuecas normais geralmente não têm etiquetas atrás, mas sim na frente, na parte de fora; um quadradinho com o nome da marca. Beleza. Mas cuecas boxers TÊM etiquetas normais, atrás e do lado de dentro. E eu só uso cuecas boxers. E seguindo o apocalipse atual, estão surgindo cuecas cujas etiquetas são colocadas não na parte superior da cueca, mas no meio, acompanhando a costura na transversal - causando um incômodo e perfeito acoplamento com o seu REGO, desrepeitando totalmente o tratado de Tordesilhas.

Fabricantes de roupas são todos nudistas que não fazem idéia do que é vestir uma cueca.


02:39 pm, iulo
 Comments
Text
eu odeio comprar

Semana passada comprei o jogo Band Hero. Veio com defeito. Cabos derretendo (mesmo) e o botão do receptor wi-fi da bateria veio enterrado na caixinha. O Band Hero eu nem tomo como uma ofensa particular do universo pois sei que é um problema mundial com esse kit de péssima qualidade. Mandei devolver, em paz.

Mas isso me fez lembrar as dezenas de coisas que já comprei e que vieram com defeito. Eu sempre compro as coisas sabendo que vou trocar. E é por isso que sou meio neurótico na hora de escolher.

Bom, essas são somente as coisas que eu consigo lembrar:

Read More


09:09 am, iulo
 Comments
Text
garbage collector

Eu sou um apagador obsessivo. Menos por uma questão de privacidade; mais por uma compulsão por organização. Apago recados do Orkut, mensagens direcionadas que mando no Twitter, torpedos do celular e e-mails desnecessários na caixa de entrada.

Na vida de verdade também. Jogo fora revistas velhas, detesto contas já pagas em cima da mesa e faço um esforço (esse, quase sempre em vão) para não guardar sacolas que nunca vou usar. Não gosto de acumular entulho. Exceto frascos de desodorantes semi-vazios:

Minha saudável coleção.

Semi, porque todos têm alguma gota e numa emergência podem salvar o dia! Sendo emergência, diga-se, quando eu esquecer de comprar um novo, o que nunca acontece, mas ok. Precaução é precaução e não discutam.

__________

Pô, me contrata Nívea.


09:30 am, iulo
 Comments
Text
iat

Eu criei mais uma característica para definir as pessoas. E é uma característica muito importante. Chama-se índice de atendimento telefônico (IAT). Além de qualificar uma pessoa como bonita, chata, inteligente, irritante etc; eu vou atribuir a ela um percentual estimado do número de vezes em que ela atende o celular quando faço uma ligação.

Para calcular o IAT você deve considerar toda tentativa de frustada de comunicação, seja porque o celular da outra pessoa chamou até cair ou porque deu direto na caixa de mensagens; não importa.

Minha cunhada tem o índice de atendimento telefônico mais baixo do universo e ninguém nunca será capaz de ganhar dela. Ela é o tipo de pessoa que esquece o celular na casa de uma amiga e demora 15 dias para ir buscar. O celular dela descarrega umas quarenta vezes por semana e ela leva em média, sei lá, doze horas para colocar o aparelho na tomada. Portanto, desista, ela é de longe medalha de ouro no quesito.

O caso dela já não me irrita tanto porque eu simplesmente não tento mais ligar para a meliante. É mais fácil dizer qualquer coisa a ela mandando recado através da pequena, que por sua vez repassa quando as duas se encontram na casa da minha sogra. Sim, isso é mais rápido do que tentar ligar pra ela, acredite.

O que é de lascar mesmo são as pessoas que têm um índice baixo, mas não igual a zero. Porque você não perde as esperanças, e continua ligando; e continua se frustrando eternamente.

Minha mãe. Minha mãe tem um índice de atendimento telefônico em torno dos 20%. O que significa que a cada 10 vezes que ligo pra ela, 8 eu tenho vontade de morrer. E não adianta ligar para o fixo ou para uma das minhas irmãs, elas têm um IAT ainda menor que o da progenitora.

Meu índice de atendimento estimado deve beirar os 90%. Raramente deixo de atender o celular, e quando o faço, geralmente é porque estou dormindo ou quando o celular está carregando na sala e eu estou em outro lugar. Fora isso, sempre atendo.

Em breve esse atributo estará nas comunidades virtuais e você o levará em consideração antes de começar uma nova amizade ou um namoro. Eu não tive essa oportunidade! A maioria dos meus amigos têm um IAT ridículo, a minha família tem um IAT mais baixo que o IDH brasileiro, a pequena tem um IAT de 50%… então, um recado para você que tem baixo índice de atendimento telefônico: sinto ódio.


09:20 am, iulo
 Comments
Text
paralisia do sono

Eu sofro disso, é muito doido:

Paralisia do Sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos freqüência, imediatamente antes de adormecer. A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, e tem apenas um controle mínimo sobre os olhos e a respiração. Esta paralisia é a mesma que acontece quando uma pessoa sonha. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. Se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo, e manter a paralisia.

Hoje em dia eu não me incomodo muito. Eu passei muito tempo com medo porque da primeira vez que tive, há muitos anos atrás, me disseram que era coisa do cão! Mas depois de um tempo, eu li numa revista uma nota rápida sobre o assunto, dizendo que às vezes o cerébro da gente acorda, mas o corpo não; e dá essa ziga. E por esses dias vi esse link da Wikipedia (trecho acima), com o assunto mais detalhado e o nome do distúrbio (por assim dizer, hahaha).

Mas eu tenho isso com pouca frequência, sei lá, 1 ou 2 vezes no mês. E no meu caso, eu não vejo objetos, nem ouço nada (como muitas pessoas), é só a paralisia. Quando ocorre, dura pouco tempo - alguns segundos - e logo eu volto a dormir, ou o corpo passa a responder. Claro que os poucos segundos em que isso ocorre são um pouco aterrorizantes. Mas ao mesmo tempo é bom, dá uma adrenalina, sei lá. É um pânico meio excitante. Isso hoje em dia, né? No começo eu me borrava todo… há épocas que acontece com mais frequência. Não sei se tem a ver com stress ou o contrário, quando eu tô muito contente e relaxado. Ou ambos.

E você, também tem distúrbios?


12:23 pm, iulo
 Comments
Text
aviador

Fui com amigos comprar óculos escuros e como argumento a vendedora largou: ‘todos os seus amigos usam Chilli Beans, você também tem que comprar um’.

Claro, afinal o objetivo de todas as pessoas pode ser resumido na busca pela integração social através da compra de coisas que todo mundo usa.

Em outras palavras, você não me chamou de fútil e nem soou como uma ofensa, minha querida! Desce 14 óculos agora, me convenceu!

Eu, usando os óculos no Pelourinho, com cara de integrado à sociedade.

Sobre uns óculos de armação branca que eu gostei do modelo, mas não da cor; ela disse: ‘usar esse aqui não é para quem quer, é para quem pode’. Certo, então eu sou incapacitado emocionalmente de usar óculos escuros de armações brancas!

Quando tinha finalmente escolhido o modelo, pedi para ela colocar no próprio rosto. Ela prontamente afirmou que eu não teria idéia real da coisa porque ela estava despenteada, pois já era fim do dia; que se fosse mais cedo, ela estaria mais apresentável. Olha, minha querida, mesmo que fosse bem cedo você… bom, deixa pra lá.

A sorte dela é que eu realmente estava decidido a comprar óculos da marca.


10:00 am, iulo
 Comments
Text
a gordinha antipática é que me faz feliz

A primeira mulher que atendia na lanchonete do prédio onde eu trabalho, era carinhosamente chamada por nós de Whoopi. Isso porque ela lembrava remotamente a atriz Whoopi Goldberg. Eu não gostava dela. Na época que ela estava lá só saía gororoba e ela usava umas roupas transparentes. Imagine o que é, mesmo sem querer, ver a calcinha de Whoopi Goldberg enquanto espera seu hamburguer? Sem falar que ela não sabia calcular o troco.

Depois disso, veio a magrela. Eu gostava muito dela. A magrela era engraçada e gentil. O problema é que ela tinha que confirmar tudo que a gente pedia. Sempre. Magrela, me dá um suco grande de laranja? Aí ela ia, abria o congelador, colocava a jarra na mesa e perguntava: é do grande, iulo? É, magrela. Do grande. Sempre do grande. Eu podia ir lá 8 vezes por dia tomar um suco, nunca pedia do pequeno, e ela sempre confirmava antes de encher o copo.

Ela foi embora. Em substituição, entrou a educada assustada. Ela se chamava assim porque tinha uma cara de susto. E era o cúmulo da educação. Eu não gostava dela. Chamava todo mundo carinhosamente de nêgo:

- Ô, nêgo, tudo bom? Ô, nêgo, quer suco, nêgo?

Se você ia lá numa segunda-feira, ela perguntava como foi o fim de semana. Se você ia na sexta, perguntava como seria o fim de semana. Se ia de tarde, perguntava como foi a manhã. E se você ficasse um dia sem ir, ela dizia que você tinha sumido. E todas as frases eram pontuadas por nêgo. Conseguia, em uma única fala, dizer 4 nêgos. Ela era uma metralhadora de educação malemolente: ô, nêgo, tudo bom nêgo?, vai querer o quê, nêgo, hein, nêgo?

Por fim, veio a gordinha antipática. Eu amo a gordinha antipática. Ela é gordinha. E trata a gente mal. Ela não te cumprimenta, ela não gasta seu tempo com perguntas idiotas. Você chega no balcão e ela nem pergunta o que você quer. Ela mal olha pra você. Ela não confirma seu pedido e sempre acerta o troco. Você precisa se fazer ser visto, e se não fizer, pra ela tanto faz. Você e um saco de adubo pra ela são a mesma coisa. Quando te entrega o dinheiro, ela não agradece. Se você quiser, pode chegar lá, falar duas palavras e ser perfeitamente atendido: Suco! Coxinha! E cair fora, sem agradecer, nem nada. E ela nem se ofende. A gordinha antipática é que me faz feliz.


08:00 am, iulo
 Comments
Text
devaneios da solteirice

Antes de casar todo mundo anseia ter seu próprio canto e fica cheio de safadezas achando que (finalmente) vai passar a fazer:

  • sexo na cozinha
  • sexo na pia da cozinha
  • sexo em cima da máquina de lavar
  • sexo em cima da máquina de lavar ligada
  • sexo na casa do vizinho quando ele pedir pra você tomar conta do cachorro dele
  • sexo no sofá
  • sexo no braço do sofá
  • sexo embaixo do sofá
  • sexo com o sofá
  • sexo no elevador
  • sexo no corredor
  • sexo na portaria (?)
  • sexo na garagem

Mas nem, hein? Confesse que isso tudo dá trabalho demais. Sem falar que na cama o colchão é de molas.

ooo

Momento Oprah: e você, qual safadeza achava que iria (ou acha que vai) fazer?


10:07 am, iulo
 Comments
Text
carona delícia

Cena ideal: uma vizinha, senhora muito simpática, pós-balzaquiana, te encontra no elevador, sorri, te dá um bom dia, pergunta se você vai sair de carro, te pede uma carona até o ponto de ônibus; pedido ao qual você gentilmente atende.

Reconstrução real do fato: você, saindo da garagem do prédio é abordado por uma vizinha velha que bate freneticamente no vidro do seu carro, te causando uma porra de um susto de manhã cedo. Você pára, ela abre a porta do seu carro, não te pergunta nada e já sentando com um monte de bagulho na mão, te informa (em tom de pergunta) que você vai levá-la até o ponto de ônibus; pedido ao qual, puto da vida, você não tem como recusar. Ela sai do seu carro e nele deixa um cheiro de naftalina estragada.

#amovizinhos