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bichos


11:05 am, iulo
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Eu gosto dos dois, nem encham o saco :)

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Eu gosto dos dois, nem encham o saco :)

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08:00 am, iulo
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OMG, I need one!

OMG, I need one!


08:01 am, iulo
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macho man

Eu sou um cara formidável com bichos. Da vez que encontrei uma aranha marrom DO TAMANHO DA MINHA MÃO lá na cozinha, eu:

  • calcei um tênis, meias e vesti a camisa (?).
  • fiquei em pé na porta da cozinha com o notebook na mão pesquisando ‘aranhas marrons’; um olho no notebook e outro na aranha.
  • descobri que aranhas marrons são peçonhentas.
  • suei três litros nos poucos segundos que levei pra ler a informação anterior.
  • liguei para a pequena vir logo pra casa me ajudar (?).
  • não deixei ela me ajudar, porque eu não queria que ela morresse ou algo assim.
  • liguei para os bombeiros perguntando se alguém podia ir lá me salvar (juro).
  • os bombeiros são fela da puta, daí liguei para o Centro de Controle de Zoonoses.
  • o pessoal do CCZ também é fela, mas com educação.
  • morri, que nem esse infeliz aqui.

Mentira, eu tô vivo. A minha sorte é que enquanto todo o processo acima ocorria a aranha escapou por uma fresta na janela. Tá bom, tá bom. Sei que fui eu que escapei dela. Maldita.


12:23 pm, iulo
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pregnancy crazy fever

A maioria dos meus amigos casados estão grávidos. São 3 casais esperando neném. Eu acabei de casar, não quero ter filhos nunca, e estou cercado por gravidezes!

Eu estou mega-feliz e verdadeiramente empolgado por todos eles (inclusive tenho que me conter, porque a pequena quer ainda menos ter filhos e pode achar que eu peguei a febre).

Mas minha empolgação não tinha como ser diferente, porque são todos amigos muito queridos, e porque os meus sobrinhos por adoção serão adoráveis e bem educados (!).

Mas o saco é que eu e a pequena queremos ter gatos e a única pessoa que apoiou irrestritamente foi o sogrão (UOW!). Acredite, esse mundo tá louco.

Daí quando eu comento com qualquer pessoa que um casal amigo nosso está pra ter neném, a resposta que ouço é: e os seus vêm quando?? E na sequência vem o TERROR nos olhos das pessoas quando eu replico que não quero ter filhos.

Bicho, vai tomar banho? A coisa mais natural do mundo hoje em dia é que não se queira ter filhos. Parece que na cabeça das pessoas dizer que não quero ter filhos é como dizer que coloquei meia-dúzia de criancinhas dentro de uma sacola e joguei no mar!

Eu respeito e acho legal quem quer passar o resto da vida sofrendo por causa de um mini-você, mas essa vibe não é pra mim. Acho cansativo e dispendioso, sem falar que crianças têm uma propensão natural para gritos e pirraça no shopping.

E nem venha com essa de ah! essa fase passa, porque depois os adolescentes têm propensão para más amizades, drogas e sexo; e assim sucessivamente. Há pais que tiram esse sofrimento de letra; eu não seria um deles.

Bom. E quando eu digo que quero ter gatos então? Putz. A mesma lenga-lenga dos filhos. Que eu devo ter filhos ao invés de gatos, que eu já tenho uma gatinha em casa para me dar gatinhos (medo?).

Gatos, iulo? Bla bla, gatos são egoístas, bla, bla, gatos gostam da casa, bla, bla, gatos não gostam do dono…

O melhor de tudo é que as pessoas podem ter preconceitos contra gatos, e eu não posso ter preconceito contra crianças? Olha pra isso:

Esse é um British Shorthair na cor lilac. Mil vezes mais fofo que um neném gofento com cara de joelho!

Por fim, lógico que eu não sou idiota… esse blog é uma prova da minha constante mutação ao longo da vida; e eu posso mudar de idéia sobre filhos adiante. Mas hoje, 100% da minha vontade consiste em não ter filhos. E se (somente se) isso for mudar, vai levar MUITOS anos.

o o o

Antes que fiquem traumatizados e tirem seus filhos de perto de mim, eu tenho um sobrinho que vai fazer 2 anos, que é o moleque mais gracinha do mundo; e eu o amo muito e adoro passar algum tempo com ele. A diferença é que, não sendo meu filho, quando ele faz cocô eu devolvo para a mãe :)


01:00 pm, iulo
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o encarniçado

Antes da gente casar, a minha pequena tinha um cachorro, um shih-tzu; mais conhecido como o encarniçado.

O encarniçado é conhecido assim porque ele pode passar um dia inteiro de molho numa bacia junto com perfume, sais aromáticos, sais de banho, sabão, shampoo, pasta de dente, detergente, desinfetante, água sanitária, enxaguante bucal, veneno, ácido, espinafre, poltergheists e o Serginho do BBB10; mas não adianta. Ele sempre sai de lá com aquela cara podre dele fedendo.


- O encarniçado em seus tempo áureos, encarniçando a grama -

Daí quando casamos, o encarniçado ficou com a minha sogra, porque eles são muito apegados. Mas essa semana o avô da pequena, que é um highlander de 94 anos, infelizmente fraturou a perna e a minha sogra foi pro Rio ficar com ele por tempo indeterminado; porque até mesmo highlanders precisam de cuidado.

Consequentemente o encarniçado, que ficaria sozinho na casa da minha sogra, foi morar com a gente.

Já na primeira noite, o inútil do encarniçado mijou o apartamento INTEIRO. Sério, eu levantei pra trabalhar e contei umas 6 ou 7 poças de xixi pela casa. Cara, o apartamento é pequeno, o cachorro deve ter mijado uns 60% da área PISÁVEL do lugar com aquele pinto descontrolado dele.

SEM FALAR que na porta de entrada ele largou um COCÔ que não tinha mais tamanho; o cachorro é pequeno e colocou pra fora um monstro do tamanho DELE. Aquilo era uma ANACONDA de bosta.

Eu só posso concluir disso que o encarniçado é todo feito de bosta.


12:00 am, iulo
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epifânia

Há momentos na sua vida que são reveladores. Essa madrugada, por exemplo, às 4h20 da manhã pousou um bicho gigantesco no meu ombro esquerdo, que me fez acordar instantaneamente num salto, acender a luz, sair do quarto, do lado de fora olhar que ser era aquele e fechar a porta em total panic attack mode.


Era uma espécie de cigarra, só que o bicho era totalmente gordo e fazia um barulho terrível com as asas ao voar, e o animalzinho do inferno tinha uns 3 ou 4 dedos de comprimento. Ou seja, me ferrei. Até agora eu não entendi como é que, dormindo, eu detectei de maneira tão precisa que um bicho havia batido no meu ombro, acordei tão rapidamente, me levantei e fechei a porta em busca de tempo para pensar. Eu sou aBeatrix Kiddo e não sabia. O fato é que levei 1 hora para me livrar do bicho, isso com uma vassoura numa mão e a tampa da lixeira na outra se fazendo de escudo. 

A revelação desse momento foi que, ao olhar para um líquido no chão e perceber que aquilo era meu suor, ficou claro que eu sou muito mais mocinha do que eu pensava. Eu até reajo com calma diante de seres humanos malignos assaltantes que ameaçam furar o meu cerébro, mas topar com insetos maiores que 2cm não é comigo. Se não fosse a obrigação masculina da coisa… amigos, eu teria ido dormir em outro quarto. 

Bom, não vou contar todos os detalhes dessa 1 hora; só o fato de eu ter suado em bicas mostra que a coisa foi longa. Mas quando eu finalmente acho que o bicho escapou por trás da persiana, vou lá trocar os lençois e todas as fronhas dos meus travesseiros, coloco todos os itens que tirei do meu quarto de volta (cadeira, roupas, edredon), tomo um banho e, ao dia já amanhecendo, ouço aquela MERDA daquele barulho de asas se batendo de novo. PÂNICO. 

Dessa vez eu deixei aquele monstro ir lá pra sala. Às 5h da manhã eu realmente achei que ninguém merecia caçar um ET gordo do qual se tem medo. Fechei a porta do corredor (que dá acesso ao quarto de mãe e irmãs), abri bem a janela da varanda da sala, voltei pro meu quarto, tranquei a porta e torci com todas as minhas forças para que o bicho encontrasse sozinho seu caminho para casa quando a luz do sol batesse em seus belos olhos. Eu já dormi, já acordei e até agora ele não apareceu, mas o estado de choque perdura, já me assustei com 3 poeirinhas que passaram voando aqui na minha frente. 

o o o

Ainda é impressionante como esses bichos conseguem chegar ao 9º andar de um prédio. E dessa vez foi muito mais aterrorizante do que o espisódio com o grilo ninja.


12:00 am, iulo
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não pergunte

Eu nunca achei que o vazio que ele deixou no lugar fosse se transformar num vazio tão doído dentro de mim. Ele era meu amigo; não dos mais próximos - por mais que convívêssemos semi-intensamente - mas era meu amigo. Um daqueles que a gente encontra e não necessariamente cumprimenta da maneira mais formal. Era daqueles amigos carimbados que a gente faz na infância, sabe? Ele era o equivalente adulto do amigo que costumava caminhar ao lado pelas ruas e que não podia me ver comendo algo sem pedir um naco. A gente não curtia os mesmos filmes, e o nosso gosto para mulheres era completamente diferente. Mas ele sempre estava bem-humorado e disposto a qualquer coisa. Às vezes ele ficava meio melancólico, é verdade. Mas no geral ele vivia satisfeito, meio desligado, com aquele ar de tanto faz ou tanto fez - ele só queria saber o que havia para jantar e estava tudo bem. E nesse jeito dele, sempre me respeitou e até teve medo por eu sempre ser tão sério ou ocupado para ouvir as coisas incompreensíveis que ele tinha a dizer. Eu não tinha muito tempo ou paciência.

Ele era  o meu cachorro, mas eu nunca achei que o bobo do meu cachorro faria tanto falta ao abrir a porta e lá não haver uma cauda pequenina balançando pra mim; uma cauda contida e até um pouco desconfiada a respeito do meu humor. Era  o meu cachorro, mas eu choro feito criança quando chego em casa e não preciso levá-lo para passear. E olha que eu odiava com todas as minhas forças fazer isso diariamente. A bola de tênis que ele tinha tanto ciúme virou o meu troféu de campeão-de-coisa-alguma ou uma ode metafísica à amizade, sei lá. 

Quando eu sento na minha cama para amarrar os cadarços e olho para debaixo da mesa da sala e ele não está lá, todo quieto, me olhando sem jeito, eu só me pergunto o foi que me impediu de, embaixo da mesa, deitar com ele alguns minutos todos os dias e perguntar: e aí, camarada?. Eu queria levá-lo daqui até o Chuí na janela do meu carro só para ele pensar por algumas horas que de fato podia voar com aquelas orelhas balançando ao vento. É que era  o meu cachorro; meu amigo bobo. Mas era meu, e ele foi embora de maneira rápida demais.


12:00 am, iulo
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esquálido

Eu sofri uma tentativa de assassinato. Bruta e violenta. Inclusive. Estou deitado na minha cama, o relógio marca quase 23h00; flerto com o sono. Minha cama fica abaixo da janela, que por sua vez é adornada com uma persiana vertical que quase sempre está fechada. Com um olho aberto e o outro em crise, embaralhando as letras das páginas e sonhando acordado com mousse de maracujá, percebo que do meu lado direito, na porção inferior da persiana jaz um ganhafoto ninja, pronto para me dar o bote. Tá, não era bem um ganhafoto. Ganhafotos são gordos e melequentos, e rosnam. Era um bichinho bonitinho assim, um verde bem claro, acho que é o que chamam de esperança. Agora, veja que idéia, o animal tenta me matar e dão a ele o nome de esperança. Ele tinha que se chamar caosdestruiçãoinfórtunioterremotoou qualquer coisa que o valha. 

Eu tenho problemas graves com bichos e sujeira e afins. Eu lavo as mãos 326 vezes por dia. Evito afagos no meu cachorro porque obrigatoriamente, ao final, tenho de ir em busca de água e sabonete. Não deixo a namorada me pegar com a mão suja - sendo que o atributo mão suja é atribuído por mim de acordo com critérios altamente subjetivos e arbitrários - brigo com minha mãe quando ela me pede para pegar algo melequento na cozinha e não como pipoca no cinema. Isso para as coisas do dia-a-dia. Quando a situação envolve animais selvagens, ferrou tudo. Sou acometido por uma mistura de medo com asco, que se traduz em arrepios pelo corpo e um leve embrulho no estômago. A questão é que eu moro com minha mãe e duas das minhas irmãs, fato que me torna indubitavelmente o homem da casa; o macho-alfa, imbuído do nobre dever de promover a matança de seres estranhos que adentrem o nosso lar. Mesmo que isso signifique que eu precise tomar 6 banhos e ficar em estado de choque durante as 3 horas seguintes. 

Bom, o grilo falante do Pinocchio veio me visitar e já tinha estragado meu sono, afinal eu havia saltado da cama e me colocado em estado de alerta total, prontamente preparado para qualquer hecatombe mundial que ocorresse em seguida. Acalmados os meus sexto e sétimo sentidos e a pulsação sanguínea que libera os meus poderes sobrenaturais, fiz a primeira tentativa de solução do problema, que foi devolver o meliante ao seu habitat natural. A essa altura, o habitat natural da criança era simplesmente o ar que preenchia o grande vazio exterior do 9º andar do meu prédio. Por sinal, como é que aquele jumento foi parar lá? Enfim. Com o bicho preparando o seu bote mortal na ponta direita da persiana, segurei a ponta esquerda e a levantei, com o intuito de elevar o grilo à altura da janela e assim poder desferir um golpe certeiro com o instrumento mortal de ataque dos Jedis urbanos (vulgo, sandália). Golpe este que mandaria o cretino para outra dimensão astral. 

O legal é que, com a ação de elevar um dos lados da persiana, formou-se uma ladeira. O irracional do bicho certamente pensou que aquele era o momento ideal para fazer um hiking maroto e veio caminhando em minha direção. Simplesmente. Prontamente eu domei meu instinto interior de fuzilá-lo com uma emanação de cosmo supremo e baixei a persiana de volta ao seu ponto de origem. Ele, obviamente, ficou puto por ter a sua diversão interrompida, recobrou os sentidos e lembrou-se afinal qual era a sua missão: me assassinar. Jogou-se da persiana em minha direção, num vôo rasante e cruel. 

Bravamente desviei-me da tentativa de estupro. O bandido bateu na minha perna direita e caiu no chão. Eu pensei: fodeu negão!, vou ter que interagir com o bicho. Por interagir, entenda: retribuir a tentativa de morte. Mas aí eu pensei que matar aquele grilo maldito iria acarretar na formação de um vatapá verde no piso branco do meu quarto. E depois eu teria que limpá-lo. Sem falar que o maior bicho que eu houvera matado na vida foi uma lagartixa, mesmo assim, quando da minha puberdade e a embriaguez de hormônios me dissera de maneira inconsequente, hipnótica e zumbística: pegue este pedaço de pau e mate-a, mate-a, MATE!, aí eu fui lá e, pimba, matei a pobre da lagartixa com uma paulada no meio do corpo. Fiquei 4 dias sem dormir, completamente traumatizado. Então decidi que não tentaria mais ser homem o bastante para matar qualquer ser-vivo maior que uma barata. 

Dado esse pequeno histórico, tive uma idéia genial. Peguei uma camisa qualquer que eu já não usava com tanta frequência e joguei sobre o bicho, com o intuito de enrolá-lo e lançá-lo fora do meu reino. Vamos relevar que o grilo radioativo e fluorescente era detentor de uma inteligência infinitamente maior que a minha e conseguiu escapar da camisa por 2 ou 3 vezes. Na última tentativa, joguei a camisa, enrolando-a bem com os pés ao redor do verde-do-abismo, envolvi as mãos em sacos plásticos, capturei a camisa, dei uma leve apertada com o meu polegar opositor para o animal saber quem manda nessa merda. Dirigi-me até a sala, onde a janela é maior, e lancei através dela o conjunto de 60% algodão + 25% poliéster + 15% bicho-nojento que se encontrava em minhas mãos. A camisa foi e o grilo ficou. 

o o o

Nessas horas eu sinto a imensa falta de ter um dragão de estimação chamado Toby. Simples. Toby!, pega o grilo. Solta o grilo. Toca fogo nele. Pisa. Morde de novo. Mastiga. Cospe. Incinera. Lambe as cinzas. Agora engole. Arrota. Isso, Toby - coisa mais linda do papai. Toma um biscoitinho, toma.


12:00 am, iulo
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Meu cachorro é ótimo. Simplesmente. Passeando na rua, feliz, alegre, branco e saltitante. Subindo a ladeira lá vamos nós. Ele abanando o rabo, depara-se com a Srta. Simpatia: sainha minúscula, voz macia, inclina-se para ele e me pergunta: 

-Esse bebê morde? 
-Não, não… 

Logo se volta para o canino, embasa a voz alegremente querendo fazer-lhe gracinhas, esperando a retribuição, certamente. Meu belo cão passa direto por ela, alegre, deixando-a no ar. Ela me olha com aquela cara de seu cachorro é anormal. Eu igualmente sigo o caminho do cachorro metido a anti-social. Uma graça. Tão bonitinho quando ele faz essas coisas.