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absurdo


08:00 am, iulo
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baianos são estrelas do vídeo da semana

Baiano se recusa a colocar as mãos na cabeça em revista policial:

Vergonha alheia e uma mancha na malemolência baiana por parte:

  • do apresentador (que fala merda bagarai).
  • do revistado (tinha que ter colocado a mão na cabeça e ponto).
  • da policial (muito calminha quando deveria agir e agindo quando não precisava, só pra inglês ver).
  • do repórter (fazendo pergunta imbecil pro revistado).

Sorte desse companheiro que as câmeras estavam lá, senão teria tomado uma no joelho pra sentar.

Momento alto do vídeo aos 06m58s:

- Mainha, eu tô sendo preso aqui só porque eu queria urinar, mainha! Chame pai e mande vir aqui na Amaralina, mãe!

HAHAHA, MORRI.

o o o

Se quiser discutir com classe, vai lá no Buteco que o bicho tá pegando.


12:00 am, iulo
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estranho inquilino

Triste constatação da velhice é quando você começa a ficar preocupado com os pêlos que nascem ao redor dos seus mamilos. 

Preocupante é quando num arroubo de revolta você passa o barbeador neles. 

Um passo ao fundo do poço é perguntar à esposa se ela notou alguma diferença. 

Decadência total é no dia seguinte você ir trabalhar com os mamilos coçando.


12:00 am, iulo
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minha terra tem palmeiras

Ali no bairro de Ondina, cá nesta nobre capital baiana, estão as famosas gordinhas (oficialmente chamam-se Meninas do Brasil): 



São 3, na foto você vê duas

Daí, no domingo, caminhando com o amigo Almeidão (que apesar do nome não é traveco); lá pela altura da Barra, me encontrei com uma fofinha exatamente como essas, mas de verdade, carne e osso e afins. 

De biquini. Encostada no parapeito da orla, toda sensual. Eu, distraído, não sei por que raios não desviei o olhar. Não sei mesmo. Fato é que enquanto eu falava e caminhava, continuei olhando. Quando me dei conta, ela já estava irritada com a minha observação malemolente. Segurou a teta direita como uma arma (?) e respondeu ao meu olhar dizendo: se eu der (a teta) pra você botar no c*, você bota?

o o o

Eu ri. 

Veja até onde vai a liberdade baiana. 
A minha e a dela, claro. 

Maravilha.


12:00 am, iulo
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lógica

Resolveu arriscar. Convidou seu antigo colega de colégio para uma visita. 

Nunca foram muito unidos. No passado, por uma ou duas vezes ensaiaram alguma amizade, mas por esses motivos tortos que ninguém conhece bem, nada deu muito certo. Por esses motivos ainda mais tortos, se encontraram muitos anos depois e mantiveram alguns contatos esporádicos. 

Com o convite feito, esperava de repente fazer um novo-bom-velho-amigo. E amigos nunca são demais, certo? Tudo corria calmamente em sua mente. Exceto por um detalhe. Enquanto arrumava o local para receber a nobre visita, tentava se livrar do medo que lhe enrolava os pensamentos: discorrer sobre os tempos antigos, amigos, estudos, tristezas e alegrias… e de repente acabarem mencionando algo à respeito dela

Haviam gostado da mesma garota. Ela nunca dera atenção especial à qualquer um dos dois. À época, nenhum dos rapazes comentava nada um com outro sobre o assunto, mesmo que implicitamente soubessem do sentimento comum pela donzela. 

Agora tinham crescido, se afastado, se formado, eram homens. Adultos. Sérios. Trabalhadores. Respeitados. E com o passar dos anos, essas paixões e esquisitices da adolescência são o tipo de assunto que costumam se tornar motivo de piada, discutido num tom jocoso e relaxado. Tornam-se até mesmo um aliviador social, um assunto em comum, unificador; o pequeno passo inicial rumo à intimidade. 

Exceto pelo fato de que ele não havia esquecido dela. Aquilo não era um assunto trivial. Não mesmo. Era assunto de morte. De raiva. De ira. De horror! Por alguns segundos arrependeu-se do convite feito ao colega. Mas já era tarde demais para desfazer qualquer coisa. 

Por precaução, caso a história viesse à tona, colocou uma régua atrás do sofá. Estaria pronto para medir o tamanho do seu pinto e encerrar qualquer eventual discussão sobre o assunto.


12:00 am, iulo
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carlinha

Eu realmente gosto de ligar para esses tele-atendimentos onde, antes de mais nada, pedem mil confirmações dos seus dados. A partir de agora, toda vez que eu ficar triste ligarei pra lá. É que os caras fazem perguntas para as quais você tem todas as respostas! Tem coisa mais sensacional que isso? Eu praticamente me sinto um Einstein ao fim de uma ligação dessas. 

O cara pergunta meu nome completo e eu cá penso: “pô, essa é fácil, hein, bro?” e respondo voando. Aí ele começa as mais difíceis. Telefone, endereço, rua… no CEP você já fica meio cabrero, né? Aí vem a prova final!, informar o CPF! Putz, eu vou ao delírio, faço uma preparação como quem vai iniciar uma maratona, cuspo todos os números e a voz do outro lado responde: “correto, senhor!”. Nossa, orgamos-múltiplos-swingados-extra-siderais. É uma satisfação muito grande saber o meu próprio CPF, é uma carta de autonomia, sabe?, um atestado de sensualidade intelectual, é praticamente uma garantia de que eu posso, sei lá, comprar as minhas próprias roupas? 

Sim, é uma satisfação! Quase um vestibular de medicina. Tem vezes que eu fico tão feliz com as perguntas, que desligo o telefone no meio e ligo novamente só para responder tudo mais uma vez. Uh-ru! Da próxima vez que me pedirem o CPF eu vou responder: “cara, vou dizer do fim pro começo, pode ser?”. E vai ser uma festa no mundo dos tele-atendimentos, apitos, confetes, gritinhos, vários atendentes se reunindo no computador da pessoa que está falando comigo e um cartaz em cima dele dizendo: “este funcionário atendeu ao mais inteligente dos clientes!”. Muitos vivaship-hip-urras

Imagina no dia em que eu falar o meu CPF na língua do P, de cabeça pra baixo e em espanhol? Véi, a galera não vai se dar! 

Eu sou mesmo um gênio.


12:00 am, iulo
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funny-sunday-yakisoba-mystic (vai ser nome de banda um dia)

Eu pedi comida chinesa no meu restaurante favorito. Minha comida chegou, comi feliz da vida. Em seguida meu querido porteiro liga perguntando se eu recebi o “pedido certo”, porque a vizinha pediu no mesmo restaurante e está dizendo que a comida dela foi entregue na minha casa (oi?). 

-Vizinha, sinto muito, mas sua comida se encontra na minha barriga. Quer fazer um carinho nela? 

Agora observe que loucura da pessoa achar que: 

1. A entrega dela foi feita na minha casa. 
2. Eu aceitaria uma entrega que não pedi. 
3. Pagaria pela entrega que não pedi. 
4. Comeria a comida que não pedi. 

E que eu, o porteiro, o restaurante e Michael Jackson nos unimos e fizemos tudo isso só para sacaneá-la! 

Não sei como ela chegou a estes “fatos”, mas isso não importa. Ela é demais e eu adoro vizinhos. Moram no meu coração. Todos eles. Lindos. Inclusive o do lado que faz churrasquinho na varanda. Coisa mais fofa de papai.


12:00 am, iulo
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indefinição essencial

Look romântico. Adoro um look romântico. Pense numa pessoa vestida com um look romântico. Conseguiu pensar? Não? Nem eu. 

Eu só consigo pensar em coisas específicas. Como uma pessoa vestida de jeans e camiseta. Ou de paletó. Até de roupa de super-homem eu consigo. Mas look romântico são duas palavras que não querem dizer coisa alguma. Exceto se a pessoa estiver fantasiada de coração ou de Jack e Rose ou de um poema ou de.. ah, sei lá. Você entendeu.


12:00 am, iulo
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canalhas?

O MSN é o último refúgio dos solteiros solitários (pra não ficar muito psicopata-tarado).


12:00 am, iulo
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várias

Se Vinícius de Moraes fosse vivo nos tempos de hoje, seria conhecido como Vi, o terror das piriguetes.


12:00 am, iulo
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Imiscíveis como chuva e cabelo de mulher.


12:00 am, iulo
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Eu sou um cara tão absurdamente fantástico. Ontem indo ao cinema, desço do carro da minha namorada e, normalmente, bato a porta. Que por sua vez recusa-se a fechar. Insisto mais uma vez. Ela ainda entreaberta. Não satisfeito, repito o feito novamente, para que a porta igualmente não se feche. Decido-me por verificar qual objeto de incômodo obstruía a minha gentileza. Ao constatar que não era o esperado cinto de segurança, indago-me rapidamente sobre o que seria. Olhando para baixo, percebo, não muito preocupadamente que, sim, era o meu celular. 

Esse agora permanece quase morto. Com uma expressão feliz, por causa do mosaico roxo, preto, e um degradê azul formado em sua face em decorrência do vazamento do display. Eu não enxergo nada. Não me mandem mensagem, pq simplesmente ela não será lida. Ainda recebo ligações, creio eu. 

Nem um ano fez ainda o pobre. O mais incrível é que na tela deste que agora quase jaz em descanso eterno, já fora criada anteriormente uma pequena mancha roxa do tamanho da ponta do meu dedo mínimo. Meu celular anterior eu já havia mandado metade da tela e seus pontinhos pro espaço com minhas peripécias de criança desastrada. Só acontece comigo. Amazing

-Contratam-se babás.


12:00 am, iulo
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sem cueca

Uma breve história sobre os metódos pouco ortodoxos de educação da minha mãe, aplicados sobre a minha pessoa. 

Quando guri, magrelo, ainda mais cabeçudo e esmulambento, eu andava com aquelas camisetas regatas com a gola frouxa. Eu tinha o hábito feliz de mordê-las, babá-las e deixá-las com um aroma desagradável. Depois de muito reclamar, minha mâe chega com um lençol na mão e simplesmente me diz que vou ter de comê-lo. Até o fim. Nâo vou dar mais relatos sobre a cena iulo com 1kg de lençol na boca chorando e babando. Pergunte se eu comi mais alguma camisa novamente. 

Pouco mais tarde eu desenvolvo a habilidade ninjitsu de vir andando pelo corredor da sala, dar uma espécie de estrelinha apoiando as mãos no forro, e cair de cabeça pra baixo no sofá. E lá permanecer com as pernas pra cima, plantando bananeira no canto da sala. Depois de muito reclamar, minha mãe me coloca pra fazer o mesmo numa cadeira, parecida com aquelas de praia, que se encontrava na varanda. O fato é que me doeu o pescoço em muito naquela armação de ferro. Ela, como boa artista, até hoje acha que a infabilidade do metódo é devida à sensação de enjôo que me acometera ao olhar para o céu de cabeça para baixo. Os meios já não importam mais. Algum dia mais eu plantei bananeira no sofá da sala? Tão inocentes esses leitores. 

Depois de mais velho, mãe insistia para que eu levasse o traste do cachorro para passar inúmeras vezes ao dia. Fato tal que contribuiu para eu não querer mais papo com ele. Com frequência eu nâo o fazia, ele à urinar pela casa, minha mãe à me gritar, eu à querer espancar o animal e o circo formado. Depois de muito reclamar minha mãe finalmente quebra um ovo cru no chão do meu quarto, joga raspas de lápis de cor, catchup, maionese [leite em pó, se não me engano] e risca-o com lápis de olho. Explica-me com todo carinho do mundo que era aquilo que ela sentia quando o animal fazia o que fazia pela sala. 

O cachorro é rebelde e continou fazendo artes pela sala. Mas a culpa não foi minha. 

Agora, aos 19 anos, por ser o mais cedo à acordar da casa, e pelo fato do banheiro se encontrar perto do quarto dela, desenvolvo o hábito de não dar a descarga pela manhã, buscando não incomodar o sono alheio. Dito isso, ontem à noite fui informado de que se o fizesse mais uma vez, sofreria consequências drásticas. Dito e feito. Hoje pela manhã, saio do chuveiro, abro a porta e dirijo-me para o meu quarto. No caminho, ecoa o som frio e denso pela casa: iulo. Ferrou. Volto-me para o banheiro, aperto o bendito botão. 

Avisado de que sofreria, minha mãe em toda sua sabedoria, eu em toda minha falta de noção, e nós dois vivendo aquela relação saudável filho-maduro-crescido-que-deveria-ser-tratado-com-mais-dignidade-pq-vai-fazer-20-anos e mãe-louca-com-raiva-gritando-às-seis-horas-da-manhã, ela me informa que para aprender, meu celular seria confiscado por uma semana. Volto para o quarto. Onde está meu celular? Rá. Ela foi mais rápida. 

E olhe que eu corria quando ela queria me bater. Enfim. Estou sem celular o dia todo. Não me liguem, não mandem mensagem. E chorem. 

O legal também é que eu sem celular é que nem quando estou sem perfume: sinto como se estivesse sem cueca. E melhor, no meio do caloroso acontecimento, saí de casa apressado, esqueci-me do perfume E do desodorante. 

Todos juntos faremos uma pausa para reflexão em pró ao dia de iulo. 

-Ah, seu rídiculo. 
-Aris, se eu estou sem celular, você também está. 
-Mãaaae. 

Então não me perguntem porque eu sou assim.


12:00 am, iulo
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Os nomes dos sabonetes Lux são uma coisa linda. Tem nome mais mongol do que Lux Massagem Marinha? E ainda: 

Lux Toque de Suavidade 
Lux Beleza Negra 
Lux Skin Care 

Eles podiam inventar coisas mais crativas como: 

Lux Fungada de Negão 
Lux Aroma de Cuscuz 
Lux Aconchego do Além 
Lux Garfada da Nova Zelândia 
Lux Dandaunda Daindanda Coquê 
Lux Abraço de Caminhoneiro 
Lux Clear Audition (?) 
Lux Frescor do É o Tchan 
Lux Sedução Pagodeira 

¬¬


12:00 am, iulo
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MEU DEUS!

A propósito. Agora eu vejo novela.

Entre ser um gênio frustrado ou um medíocre feliz, o que vc escolheria?


12:00 am, iulo
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huuug

A sociedade está perdida. Meu primo veio nos visitar. Na despedida ele aperta minha mão e diz um abraço, iulo. E eu respondo o quê? Um abraço, valeu. Sim. Eu retribuo o abraço psicológico e fictício. Duas pessoas na frente da outra. Mandando abraços imaginários. Eu ainda acho que as pessoas deveriam poder cuspir umas nas outras.