Gosto muito da atriz Helena Boham Carter, mas, vendo as notícias sobre a premiére do último filme da saga Harry Potter, acho que ela saiu de casa meio confusa.
Encontrem os 7 erros da imagem:


Há uma coisa recorrente em filmes e séries que me irrita muito a qual eu chamo de ‘O elemento Eek The Cat’. Se você não lembra, Eek The Cat era um desenho animado onde o personagem principal, Eek, um gato gordo e retardado apanhava o tempo inteiro. Todos os episódios do desenho se resumiam a isso. Eek sempre sendo idiota e apanhando do começo ao fim.
Um outro elemento com a mesma característica é o Wile E. Coyot, do desenho Road Runner, cujo papel no desenho também se resume a apanhar. No entanto, eu gostava desse desenho e não consigo nutrir pelo Coyot o mesmo ódio que tenho pelo Eek. Apesar de apanhar sempre, o Coyot ainda tentava, na medida do possível, ser ágil e inteligente. Já Eek é simplesmente um gato gordo fazendo merda o tempo inteiro.
A questão é: Eek The Cat está presente em inúmeros filmes e séries por aí.

Um deles pega a Penélope Cruz e ganhou um Oscar. O outro, bem, não.

Críticos de cinema são os seres mais motherfuckers que existem. Quando um deles diz que o filme é ruim, faço questão de assistir. E fico com o pé atrás quando dizem que é bom. Devia haver uma regulamentação que obrigasse críticos de cinema a fazer suas avaliações com base em critérios objetivos:
Então. Nem poesia consegue ser mais subjetiva que crítica de cinema. Você lê a resenha do filme uma, duas, três vezes e fica se perguntando: mas que merda esse imbecil tá tentando me dizer?
Juro. Geralmente eu não consigo saber se o crítico odiou o filme, mas quer que eu assista; ou se o filme é bom, mas ele não quer que eu assista porque o galã principal não atuou com ‘honestidade’ (?) e seu ‘excesso de complacência’ foi sobrepujado feericamente pela atuação ‘comedida’ da atriz coadjuvante.
Aliás, as críticas de cinema que leio, em outras palavras geralmente só me dizem: deixou a desejar. Nenhum filme nunca alcança o ideal esperado pelos deuses do cinema (onde José Wilker interpreta Zeus).
Bicho, eu quero saber objetivamente se o filme é bom ou chato, se a história é legal, se os atores são convincentes, se a fotografia tá boa, se a música se encaixa! E se ninguém cagar tudo no final, eu vou ficar bem feliz.
Para ficar em um exemplo, transcrevo um trecho da crítica de Isabela Boscov sobre Alice no País das Maravilhas:
Quando Johnny Depp está em cena, com lentes que deixam seus olhos repletos de melancolia do tamanho de dois pires, o filme transpira o que de fato gostaria de ser – mais uma história em que Depp assume o lugar de alter ego trágico do diretor, e em que garotas perdidas em um labirinto de silogismos provavelmente não teriam muito o que fazer.
Véi. HERMANOTEU, VÉI. O mar fechou e eu fiquei.
Assim como ela (?), eu não gostei do filme, eu só acho que é SACO demais ficar interpretando os olhos do personagem e com isso concluir que o diretor queria agir de maneira tal ou não.
Quisera eu ser mais observador ao assistir um filme e notar certas nuances, mas deve ser muito chato assistir a todos os filmes com TANTA observação, esmiuçando todas as subjetividades e a partir da cor da parede de um ambiente concluir que o diretor comeu sucrilhos no café.
Lógico que a opinião de uma pessoa que adora filmes cheios de efeitos especiais não deve ser levada em consideração - eu me prendo aos efeitos e fico cego para subjetividades. Mas é fato que só críticos de cinema têm a perspicácia mística do Dr. House.
Roundhouse kick na cara de vocês.

Recomendo fortemente a animação ‘Como treinar seu Dragão’. Mas assista em 3D! É um dos melhores filmes que vi nas últimas eras. Tem o tempo certo, não cansa, mas também não te deixa esperando por algo a mais. As animações são excelentes, os personagens são engraçados e a história é demais! E consegue passar uma mensagem sem ser chato ou irritante.
A história é sobre um garoto chamado Soluço que vive em Berk, uma ilha povoada por Vikings, que passam o tempo todo caçando dragões que atormentam o lugar. Soluço é o filho do líder dos Vikings e diferentemente dos seus compatriotas, ele não tem o menor jeito para matar dragões. Com sua criatividade e bom-humor, Soluço vai encontrar alternativas para a vida do seu povo. E acho que isso é o bastante pra você se situar sem que eu estrague a história toda.
Só tenho elogios ao filme. É divertido, bonito e emocionante. Reflexivo na medida certa. Nota 10!
Eu não sirvo mais para assistir filmes. Num deles o mocinho está lá todo rodeado de ação, atirando e destruindo o mundo. Em outro, a mocinha participa brilhantemente de uma conversa. No próximo, um menino chora porque não é correspondido em seu amor. Em todos imagino e torço pela morte súbita de cada um dos personagens. Sei que o mocinhodo filme não vai falecer, mas anseio loucamente que uma bala atravesse o seu crânio no instante em que ele salta pelo ar, fazendo com que o corpo interrompido de seu movimento caia amolecido no chão. Eu sei que o filme não vai acabar passados somente 25 minutos, mas eu tenho esperanças de que a sala belamente decorada com grandes móveis de madeira tenha uma de suas paredes destruidas violentamente por um tanque de guerra, que por sua vez dá um tiro calibre quatrocentos e setenta e três no subarco da mocinha. Eu sei que em filmes de amor crianças apaixonadas não morrem sob hipotése alguma, mas eu continuo torcendo para que naquele passeio no parque o garotinho seja encapuzado por nove terroristas arábes e que o tom colorido da película torne-se progressivamente cinzento e apático até chegar no branco, interrompendo o filme bruscamente com um rosto vestido de paletó e sem expressão me dizendo um solene “obrigado”. Sobem os créditos.
o o o
- Amor, amor!, não seria lindo se ele morresse agora e o filme acabasse?
- Não, amor, não seria.
- Seria sim. Morre miséria, morre miséria, MOOOORREEEE.
- Amor…
- Isso, vai, beija uma bala, toma um banho de fogo, vai, vai é agora, morre, MOOOORRREEE desgramaado!
O fato é que eu vi o melhor filme de minha vida [até então]. Me chame de idiota, de romântico ou enfim. Antes do Amanhecer é perfeito. Com algumas imperfeições, mas ainda assim perfeito. Melhor ainda ver Antes do Pôr-do-Sol em seguida e entrar num estado de não-sei-o-quê misturado com sprindows. Emociona.
Recomendações intrínsecas.
-Você viu a Halle Berry fazendo propaganda do filme?
-Vi… É um absurdo.
-Pq?
-Pô, Aris. A madame falou com todas as letras que atuar em CatWoman representa a “libertação da mulher”. Pobres mulheres então.
-Os seios dela andam libertos.
-Grande coisa, isso ela já tinha libertado em outros filmes. Talvez a libertação se refira ao couro….
-Mas Rebola, hein?
-Aris…
Hoje eu fui ao cinema sozinho e sentei entre dois casais. Uma experiência muito emocionante. Mas tinha 700ml de Ovomaltine pra me consolar. Em se tratando do néctar sagrado, uma batalha medieval foi travada no Bob’s. Adorei o rapaz que faz os MilkShakes.
O cara queria um Ovomaltine grande. A mulher entrega. Ele reclama que não estava consistente. Volta o néctar sagrado pras mãos do rapaz fazedor. Que por sua vez se estressa, enquanto a moça o acalma. Isso aqui não é sorvete não, é milkshake. Bradava ele com a amiga atendente, repetidamente, pra que o cara ouvisse e talvez ficasse com o seu psicológico abalado. Enquanto isso, o dono ovomaltine de sopa de água, olhava pra ele sarcasticamente. Afinal, ele não precisava dizer nada. O cara tava tendo que refazer mesmo com todas as reclamações e brados e castos rubores. Triunfo. E o cara era eu. Nunca se meta com meu Ovomaltine.
Escola de Rock é um dos melhores filmes que eu já vi desde Senhor dos Anéis e Spider Man. Sou holywoodiano, sim senhores. E não sei criticar filmes como a Ieda. Sorry. Mas assistam esse que é muito bom.
Na volta, lá vem o buzão. Vida Nova. Passava na Paralela. Mas não tinha a máquina doSmart Card pra pagar meia. Como já passava das 21h iulo pega logo essa droga? Ou espera outro ônibus pq ele é mão-de-vaca? Além de correr o risco de ser assasinado na passarela? Ele pega logo. Pq além de tudo, iulo teme as lendas urbanas de Salvador.
Lógico. Afinal as passarelas de Salvador são as maiores lendas existentes. Principalmente a 1a da Paralela. A maior desculpa pra ser acompanhado pelo bairro do Imbuí é Bora ali comigo que tem a passarela pra atravessar… Aiaiai. Eu nunca fui assaltado nela. Mas antes de entrar e depois de sair, várias vezes. Mesmo assim ela causa sensações bem diversas. Se você está nela à noite e encontra uma senhora baixinha vindo em sua direção já da vontade de chorar e de pular lá de cima. Afinal ela pode ser um anão de circo atirador de facas assasino miseravão.
Nunca se sabe. Mas se as pessoas aqui acham que o Pelourinho e seu aroma de sumo de glândulas sudoríparas é bonito… Eu não discuto. A passarela é um antro de ladrões de alta periculosidade e acabou. Mas da próxima eu acho que vou pagar só 75 cents e pular na lagoa verde fugindo dos marginais, pq adrenalina de vez em quando é legal.
E o ano cinematográfico se inicia, humm, bem. Sexo, amor e traição é um filme nacional! E bom! Sabe o quanto isso é raro? Bastante. Eu até usei exclamações. Hollywoodiano é a madrinha.
E esse ano foi instaurado o ritual mágico de lançamento dos bilhetes de cinema do ano anterior para o ar no estacionamento do Aeroclube. O ritual deve ser efetuado após a apreciação do primeiro filme do ano em questão.
E alguém me explique/mostre/compreenda/faleça se/pq/como/talvez/aonde esse mamão fica bonito num blog.
E tenham sensações múltiplas de alucinações ao se deliciarem com a precisão dessa frase, proferida por Aninha, vulgo Ana Luisa: …em exatos poucos mais de 20 dias. Obrigado.
Post feliz/mongol de Ano Novo.
Uma barba
No ano novo eu quero uma barba. Igual ao do Los Hermanos. Isso é um absurdo. Um cara em tenra idade sem barba. Eu até deixo ela crescer por uns dias. Mas é uma coisa tão disforme e feia e rala. Aí eu tiro tudo e deixo o queixo. É uma coisa muito sensual inclusive. Tanto que a qualidade da minha barbicha é melhor que a do cabelo.
Bonito mesmo fica o bigodinho de porteiro se eu cultivar todos os dias em banhos de lua. É. Negócio de presente de Natal (agora que eu já ganhei os meus eu fico falando isso). Eu quero é uma barba de ano novo.
Filmes que eu vi no cinema em 2003:
Doidas Demais, Femme Fatale, Deus é Brasileiro, Demolidor, O Chamado, Navio Fantasma, Um Amor Para Recordar, Recém-Casados, X-Men 2, Gangues de Nova York, Como Perder Um Homem Em 10 Dias, Matrix Reloaded, Todo Poderoso, Premonição 2, A Creche do Papai, Hulk, As Panteras Detonando, Cruzeiro das Loucas, Contra o Tempo, O Exterminador do Futuro 3, Tomb Raider 2, Piratas do Caribe, Tratamento de Choque, A Liga Extraordinária, Bad Boys II, A Filha do Chefe, Matrix, Revolutions, Os Normais, Legalmente Loira 2, American Pie 3, Swat, Simplesmente Amor. E hoje, pra fechar o ano, Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei.
Os que não valeram mesmo: Gangues de Nova York, que é o pior filme que eu já vi, e A creche do Papai.
São 33 no total. Sendo que cada um foi regado com um um MilkShake de Ovomaltine de 700ml. Preparem as calculadoras. Imagine se eu gostasse de festa, show, balada e coisas afins. Haja dinheiro né. Blerght.
Não podia esquecer, bla bla bla Universal de Ano Novo pra vocês.
E me bata um MilkShake.