11:15 am, iulo
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coerência?

Acho que uma das melhores coisas que aprendi nesses (poucos?) 26 anos é que é mais importante ser honesto sobre o que eu sinto do que ser coerente.

Por muitas vezes na vida maquiei sentimentos e escondi sensações e opiniões por vergonha de soar incoerente ou de afastar pessoas ou de seja lá qual maluquice se passa na cabeça da gente. Acho que todo mundo tem um pouco disso, de querer a todo custo parecer normal (o que é ser normal afinal?), de querer parecer sempre racional e centrado.

Mas, na boa?, eu mudo de opinião todo dia. Hoje eu gosto de algo, amanhã não gosto. Às vezes eu estou freneticamente empolgado com alguma coisa, no instante seguinte eu estou raivosamente entediado. Tem dias que eu passo a gostar de coisas que odiei a vida inteira. Hoje eu sou de direita, amanhã posso ser esquerda. E me dou o direito à isso, tanto quanto me permito respirar.

Pode parecer pequeno, mas pra mim, aceitar essa parcialidade inerente é algo muito grande. Soa como libertação. E penso que deve haver muita gente presa, e isso é triste. Sem falar, cansativo.

Hoje eu entendo isso. Mas muitas vezes estive preso à alguma imagem que eu gostaria de passar, alguma imagem que alguém, em algum momento, disse que era importante manter: evite assumir seus erros, nunca mude de opinião, defenda o que pensa como se sua honra (honra, tá aí outro conceito visto de maneira estúpida, mas fica para a próxima) dependesse disso.

Então hoje eu sei que é definitivamente mais importante viver os sentimentos e ser honesto sobre eles - seja lá a hora ou ordem louca que eles surjam - do que ser coerente.

Incoerência. Isso, sim, me define.

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Ilustrando o post, minha gata, Pandora. Porque ela pouco se importa com o que você pensa sobre ela.

Obs: incoerência não é aqui utilizada como sinônimo de retardamento ou falta de bom-senso. Não usem incoerência como desculpa para tal.


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