As pessoas têm essa coisa de amarem a racionalidade. Sempre discutindo acerca das idéias racionais que lhes permeiam a mente. Ou então comentando: “O Godofredo! Ah, o Godofredo é um explosivo, nervoso de uma figa”. Às farpas com a racionalidade. E se me vier com essa história de viva a razão, a criança de 5 anos que vivia dentro de mim dirá: Meu pinto!
Tá a criança ainda vive. Na verdade é ela que ainda tem o hábito de dar petelecos nas pessoas e ficar com água na boca quando vê a propaganda do danoninho.
O fato é que eu prefiro a emoção. As pessoas deveriam respeitar e valorizar mais aquela vontade insana de rasgar a camisa começando assim do peito, de gritar os cachorros com um gaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh, de arrancar folhas de livros com os dentes e cuspí-las ao ar. De entortar colheres enquanto se conta até 10 sorrindo pros convidados.
As pessoas vivem criticando o Lula, pedindo-lhe que seja razoável e moderado. E ainda o acusam de ter ficado inebriado com o poder. Mas vejamos aquela historinha do homem ter 21 dedos. Se ele perde um, qualquer um deles que seja, não somente [apesar de principalmente] o vigésimo primeiro, deve haver alguma revolução nos pensamentos do indíviduo.
Se alguns acham que carros são prolongamentos dos próprios pintos [na verdade costumam-se apresentar em somente uma unidade, mas esses tempos modernos de metrosexualidade, genética, Wanessa Camargo e Felipe Dylon, vai saber], que é que tem o pobre do Lula achar que o Brasil é o prolongamento do seu dedo mínimo perdido e órfão? Lógico. Deixa o pobrezinho ficar por aí passeando pelo países mostrando seu dedo inexistente [o Brasil] pro líderes mundiais. Você acha mesmo que o Lula vai pra outros países cuidar de política? Ele vai é mostrar o dedinho pros seus amiguinhos mais ricos. E pobres também. Pobre Lula.
O fato é que a racionalidade cansa. Aquela coisa éterea de ficar discutindo banalidades num tom semi-sério, medindo palavras. Bom mesmo é fazer sujeira. Perder o sentido. Entrar naquela coisa infantil de xingar o outro de cabeça de tornozelo, molusco rabiscante e sexagenária bêbada. Subir na mesa e chamar o garçom anão pra cair na mão.
Bom mesmo é a emoção.