Hoje minhas aulas voltaram. E eu estava com saudades do buzão. Algum cretino feio diria, aquele mar de cores e de gente. E de pertinências também. Ah! A humanidade. Não não, fico por aqui mesmo. Sem reflexões.
E como as meninas perderam algumas matérias nesses semestres eu fiquei só em algumas outras. O que é muito ruim. Muito ruim mesmo. O que eu também não entrarei em detalhes.
Mas o buzão, como forma natural de inspiração, me fez refletir sobre constragimentos. O que me fez concluir que a coisa que me deixa mas desconfortável é piada de tio. Uma coisa muito linda.
Você dá uma passada na casa de seu tio, pra falar com um de seus primos geralmente. Aí aparece o seu tio de samba-canção coçando o peito e conta aquelapiada de tio que dói no fundo do globo ocular, causando uma coceira irritante na ponta do fêmur.
Se você é mamão acaba rindo da piada de tio até não poder mais. Fica vermelho e chora. Eu não. Nesse momento pós-piada de tio milhões de coisas se passam em minha cabeça e a vontade é de me jogar pela janela. Mas a única reação provável e inevitável é levantar as sobrancelhas e fazer a típica cara de Ah, claro. Muito interessante isso.
Ou então, aquela risada solitária, liberada numa única expiração, que parece mais uma tosse e pede um lugar pra enfiar a cabeça e não sair mais. Se não for o seu tio pode ser o tio do amigo, da namorada, do vizinho. Qualquer um. Mas que dói, dói.