Eu tenho um problema com o conceito dos radicais livres. Todo mundo fala deles, todo mundo diz que eles fazem mal e devem ser combatidos. Mas o que é um radical livre, ahn, ahn? Se eu nunca tivesse ouvido falar deles, ou seja, se o conceito estivesse sendo apresentado para mim pela primeira vez, eu iria perguntar: que grupo terrorista é esse mesmo?
O nome por si só é uma coisa sem nexo, porque se o infeliz é radical ele tem que ser livre, ora! O que seria dele se fosse um radical preso? Um louco num manicômio? Um jovem delinquente na Febem? Um pixador sem tinta? Uma prostituta de uma perna só? Ou, ainda, um pinguim voador? E se ele fosse um conservador livre? Ou um ortodoxo em crise? Ou um presidente sem um dedo? Eu acho que o Lula é um radical livre. Dos grandes. Pode crer.
- Olha lá que radicalzão enorme, gente!
- É o LULA!
- Demorô.
Bom. Daí ainda tem aquela coisa de que duzentos produtos hoje em dia combatem os radicais livres. Mas antes de tudo eu quero saber como é possível identificar um radical livre. Radiografia, exame de sangue, microscópio, um Grande Colisor de Hádrons particular?
-Doutor, estou passando mal.
-Olha, minha filha, a sua taxa de radicais livres está absurdamente alta.
Porque falar que o Lula é um radical livre é fácil, ó o tamanho daquela pessoa? Agora um radical livre no meu organismo? Pra achar, comofas? Pra combater tem que saber o que é, se você não sabe o que é, aí não dá. Isso tudo só pode ser um complô do Biotônico Fontoura. Sim, sim. Eles que inventaram os radicais livres. Eu sempre soube disso.
Eu não gosto mais dos radicais livres. Pronto. Tô de birra.
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Conhece o Ryot? Não? Vai lá!
