12:00 am, iulo
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selvagem

Eu nem vou falar das coisas óbvias e sensacionais: o Rio de Janeiro é lindo, o bondinho é uma engenhosidade brilhante - não fui no Cristo porque a área onde fica o bondinho já violenta os seus olhos com uma quantidade suficiente de montes verdejantes para uma única viagem. Mas essa ida até lá me trouxe problemas graves: os primos da minha ilustríssima pequena tinham o jogo Rock Band inteiramente disponível para eu jogar. Cara, eu voltei do Rio deprimido. Eu necessito daquele jogo. Para a minha melancolia bruta e sem rumo, a porcaria do game só existe para plataformas de vídeo-game (PS2, PS3, Xbox 360 e Wii). Eu já não sou lá muito fã de video-game como nos tempos da minha infância/adolescência. Portanto, não justifica gastar 1.500 reais para comprar um Xbox, sem falar nas outras centenas de reais necessárias para comprar o Rock Bandem si (outro vídeo aqui). 

Para quem não conhece ou não entendeu, o Rock Band é como o famoso Guitar Hero. Um jogo que simula instrumentos musicais. As faixas coloridas na tela representam as notas/botões que você tem que pressionar para rolar a música. Enquanto o Guitar Hero só possui, obviamente, a guitarra (que é ridícula, por sinal), o Rock Band possui a guitarra, a bateria e um microfone (se você tiver mais uma guitarra, ela ainda pode funcionar como baixo). Mas a grande sensação do jogo, pra mim, é mesmo a bateria. Eu que sempre achei o instrumento algo impossível de tocar para uma pessoa tão sem coordenação motora e noção espacial, chorei só de poder fingir e me iludir que omenino não é tão difícil assim (na verdade é). Enfim, diversão garantida, vontade louca de comprar um só pra mim e a razão me dizendo calma, criança, calma. Bom, agora só resta esperar que saia uma versão do jogo para computador (não faço idéia de porque raios ainda não existe) ou seja, uma versão que não me obrigue a comprar um vídeo-game. Ou não. 

Bom, já que o Rock Band representa um custo muito alto para uma diversão limitada (haja vista que eu não iria utilizar todo o potencial de um Xbox, por exemplo), volto minhas atenções para o surto capitalista anterior: Ipod Touch. Tela de 3.5 polegadas, multi-touch, 32 Gb de memória (flash), suporte a música+vídeo e conexão sem fio. Pequeninas lágrimas percorrem a minha face ao ver e desejar esse objeto multi-tudo e mais um pouco. Imaginar-me viajando, esperando a consulta do médico, indo dormir ou dançando a rumba enquanto assisto aos meus seriados favoritos, me causa um mini-orgasmo psicológico. As lágrimas produzidas discretamente pelos meus olhos são quase tão pequeninas quanto o precinho impraticável: 500 dólares.


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